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    Agosto lilás

    Normativa do governo do Estado destina vagas em empresas para mulheres vítimas de violência em SC 

    Objetivo é auxiliar na independência financeira para que elas possam deixar o ambiente em que sofrem agressões

    07/08/2019 - 16h57 - Atualizada em: 07/08/2019 - 19h42

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    Clarissa
    Por Clarissa Battistella
    Governo também lançou site com dicas para prevenção e telefones úteis às vítimas
    Governo também lançou site com dicas para prevenção e telefones úteis às vítimas
    (Foto: )

    A compreensão de que muitas mulheres se submetem às agressões no âmbito doméstico porque dependem financeiramente dos companheiros levou o governo de Santa Catarina a instituir uma normativa que destina parte das vagas de emprego nas empresas terceirizadas para as vítimas de violência. O decreto foi assinado nesta quarta-feira (7), data em que a Lei Maria da Penha completou 13 anos.

    Na solenidade que ocorreu no Centro Integrado de Cultura (CIC), também foi lançada a campanha Agosto Lilás, iniciativa do Estado, com uma série de atividades de conscientização a serem desenvolvidas em parceria com os municípios catarinenses e fundações. No mesmo ato, a secretária de Estado do Desenvolvimento Social, Maria Elisa De Caro, apresentou o site Santa Catarina Por Elas: santacatarinaporelas.sc.gov.br.

    A plataforma digital oferece informações sobre os diferentes tipos de violência e disponibiliza telefones e endereços de toda a rede de suporte disponível no Estado, para que mulheres e pessoas próximas possam encontrar ajuda de forma anônima.

    O governador Carlos Moisés contou que a ideia sobre a campanha e os novos programas surgiu em uma reunião colegiada da administração pública.

    – A gente discutia essas políticas para mulheres e percebeu que a violência aumenta e não combina com Santa Catarina. E a gente descobriu que sem educação, sem prevenção de fato, a ação não é completa – explicou.

    Ainda segundo o governador, o movimento Agosto Lilás não objetiva somente envolver a sociedade para a conscientização, mas dar suporte às vítimas que vivem uma rotina de violência doméstica.

    – Há 11 abrigos em Santa Catarina. A gente acolhe a mulher vítima ou em situação de vulnerabilidade, mas ela precisa se desvencilhar dessa ameaça constante, principalmente no aspecto financeiro, que muitas vezes mantém a mulher nessa condição subjugada. Então a gente precisa atuar no consciente das pessoas, na cultura, na escola e, também, precisa dar o pão (ao se referir ao emprego) e fazer com que ela saia daquela condição — concluiu o governador.

    Coordenadora das delegacias da mulher de SC, delegada Patrícia Zimmermann D'Ávila também participou de solenidade. Veja o que ela diz:

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