A mulher que matou Rafael Fug, de 39 anos, dentro do apartamento onde os dois moravam em Blumenau, foi condenada em um novo júri feito nesta quarta-feira (29). O crime ocorreu em 2022 no bairro Velha Central e foi julgado em 2024. Recursos, porém, anularam a primeira decisão e resultaram em uma nova sessão nesta semana.
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Primeiro, a acusada havia sido condenada a 14 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. Agora, a pena ficou estabelecida em oito anos, mas como a ré estava em prisão domiciliar desde 2024, restaram quase cinco anos no semiaberto a serem cumpridos.
A esposa de Rafael foi condenada por homicídio privilegiado com a qualificadora de uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O “privilegiado” significa que a Justiça entendeu que a mulher agiu sob domínio de violenta emoção. Mãe, sem antecedentes criminais e com o relato de ter tentado se defender do marido, que começou uma discussão após ingerir bebida alcoólica, a condenada conseguiu diminuir a pena em um terço.
À época, a autora foi presa preventivamente, mas a Justiça substituiu a detenção por prisão domiciliar, que ela cumpria com tornozeleira eletrônica há mais de três anos. Agora, então, deve deixar o dispositivo para cumprir o semiaberto, determinou o juiz Victor Grachinski.
A mulher pode recorrer em liberdade.
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O crime
Conforme informações do Instituto Médico Legal, Rafael era natural de Canoinhas, no Norte de Santa Catarina, e teve uma lesão no peito. Ele também não tinha passagens pela polícia.
Depois de ferir o marido, a mulher limpou o corredor em frente à porta do apartamento e deixou o imóvel para procurar ajuda da família. Após o período do flagrante, apresentou-se na delegacia.

