A publicação do novo Atlas da Violência mostrou que Jaraguá do Sul é a cidade mais segura do Brasil no que diz respeito a crimes violentos. A cidade de Santa Catarina registrou a menor taxa de homicídios (2,2) a cada 100 mil habitantes em todo o país. Além disso, Santa Catarina (9,7) foi o único Estado com taxa abaixo de dez e quase não há municípios tido como violentos, revela o documento.

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O Atlas é publicado anualmente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). As taxas elencadas pelo documento levam em consideração apenas municípios com mais de 100 mil habitantes no ano de 2022. 

Fotos antigas mostram como era Jaraguá do Sul antes de ser a cidade mais segura do Brasil

É com base nesses números que foi criado o ranking “Cidades Mais Seguras”, divulgado pelo My Side Guia Imóveis. Sua última atualização foi em 2023 e Jaraguá do Sul já aparecia como a cidade mais segura de todo o país.

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Veja quais são as cidades mais seguras de SC

Para o secretário adjunto de Segurança Pública, Flávio Graff, o trabalho integrado das forças de segurança, a educação, a geração de renda e o atendimento em saúde aumentam a qualidade de vida da população, o que gera a redução da criminalidade e, consequentemente, maior segurança.

— O Governo do Estado está promovendo inúmeras ações, como agora a questão da Universidade Gratuita, a atuação na saúde de modo geral e para buscar zerar as filas de cirurgia, levou eletrificação rural para os campos, está fazendo dragagem dos rios abrindo na região do Alto Vale para evitar futuras inundações. Então, ações que acabam aumentando a nossa qualidade de vida. E a SSP, ela tem essa função como primordial de buscar a integração das forças de segurança para defender o nosso cidadão  — explica Graff.

Por outro lado, em números absolutos, Joinville e Florianópolis lideraram o número de homicídios, com 60 e 48, respectivamente, mas ainda assim com taxas inferiores a dez, sendo 9,7 e 8,9, respectivamente. 

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Entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, as que apresentaram as maiores taxas foram Chapecó (12,6) e Balneário Camboriú (12,9), ainda assim, de acordo com o Atlas, bastante abaixo da média nacional. Entretanto, o documento destaca que todos os municípios com taxas mais elevadas possuem populações muito pequenas, o que faz com que o cálculo por cem mil habitantes possa se destacar, sem que isso represente realmente um cenário de violência, comparado a outros resultados no país. 

Nesse quesito, o secretário adjunto explica que são discutidas diariamente ações integradas para continuar avançando com a segurança em todo o estado e, por isso, a importância de termos cidades que se destacam no tema para que a fórmula possa se repetir em outros municípios.

— Nós buscamos nos pautar com os bons exemplos que são as cidades de Jaraguá do Sul, Brusque, para que possamos reproduzir essa questão para todo o nosso estado. Nós temos evidentemente problemas, mesmo nesses municípios, mas eles nos colocam em uma condição onde, digamos, que nos permitem viver em sociedade com números onde as pessoas sabem que é algo controlado — comenta.

O secretário também explica que o Estado segue investindo na formação do efetivo das polícias Civil, Militar e Científica, assim como do Corpo de Bombeiros Militar, além de equipamentos modernos que também ajudem no combate à criminalidade.

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