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Educação

Novo reitor da UFFS, em Chapecó, diz que "pacificar o ambiente" é sua prioridade

Estudantes ocuparam a reitoria no final de semana contra nomeação do terceiro colocado em consulta pública

02/09/2019 - 18h15 - Atualizada em: 02/09/2019 - 19h41

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Darci
Por Darci Debona
Reitor da UFFS, Marcelo Recktenvald
Novo reitor da UFFS prometeu manter benefícios estudantis e lutar pela universidade pública e gratuita, mas apartidária
(Foto: )

Em meio a um protesto de estudantes que ocuparam a reitoria por sua nomeação como novo reitor, Marcelo Retcktenvald, que toma posse na próxima quarta-feira (4), em Brasília, disse que seu primeiro objetivo é acalmar os ânimos.

— O desafio inicial é pacificar o ambiente e organizar a casa. Temos uma proposta de aproximação com a comunidade e a busca de eficiência da instituição — afirmou Retckenvald.

Ele afirmou que tem legitimidade para o cargo, mesmo ficando em terceiro lugar na consulta pública realizada na comunidade universitária, com 21,4% dos votos em primeiro turno. Citou que, no primeiro turno, fez apenas 6% a menos dos votos do que a chapa que foi vencedora no segundo turno, encabeçada por Anderson Ribeiro.

Destacou que a consulta é para a elaboração e uma lista tríplice e que a escolha é do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Em relação aos estudantes, afirmou que vai manter os benefícios estudantis, entre eles o restaurante universitário. Disse que vai trabalhar para dar garantia de acesso e permanência dos estudantes na universidade.

Recktenvald fez graduação numa instituição privada, a Universidade de Passo Fundo, mas concluiu doutorado em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que é pública. Também ressaltou que atuou na área estudantil quando foi pró-reitor de gestão de pessoas na UFFS, cargo que ocupava até o início do ano.

Ressaltou que a universidade precisa ser plural e não favorecer uma corrente ideológica.

— Defendo uma universidade pública, gratuita, laica e apartidária — declarou.

Citou que havia uma pensamento na instituição que proibia até pesquisas com agrotóxicos, sendo que para reduzir o uso de produtos químicos é necessário pesquisar isso.

Disse que pretende abrir novos cursos de acordo com a demanda e estrutura de cada um dos seis campi. Citou o exemplo de que em Passo Fundo, onde há o curso de Medicina, não dá para abrir Engenharia mas sim um curso na área de saúde.

Também se mostrou favorável ao programa Future-se, do Governo Federal, com parece estar bem alinhado.

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