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Centro Histórico

Novo trapiche de São José passa por recuperação

Partes flutuantes, que não resistiram ao impacto do mar e do vento, serão recolocadas no começo de março

28/02/2020 - 17h37

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Renato
Por Renato Igor
Trapiche de São José foi inaugurado em setembro
Trapiche de São José foi inaugurado em setembro
(Foto: )

As duas partes flutuantes do novo trapiche de São José deverão ser recolocadas na próxima semana. Por enquanto, a estrutura inaugurada em setembro segue aberta à visitação, mas não é possível atracar nem pescar.

As peças que ancoravam a parte móvel não resistiram ao impacto das ondas, principalmente no vento sul. No dia 28 de novembro, a parte móvel foi retirada em função do desgaste de uma das roldanas e ancorada em local próximo.

O secretário de Planejamento de São José, Rodrigo de Andrade, disse que o desgaste não chegou a surpreender e que a reposição não aconteceu antes em função dos recessos de fim de ano, o que fez com que a nova peça, que vai "abraçar" a estrutura, só ficasse pronta agora.

— Já imaginávamos que isso pudesse acontecer. Os ventos sul e nordeste ali são muito fortes — afirmou, em entrevista ao Direto da Redação desta sexta-feira (28).

A recolocação dos flutuantes agora depende de condições meteorológicas favoráveis. Se o vento sul der uma trégua, a ideia é finalizar no próximo fim de semana.

Andrade ressalta que a parte fixa do trapiche não tem qualquer problema e segue sendo visitada normalmente. A pesca está impedida, pois só pode ser feita na parte flutuante.

A proibição de pescar a partir da estrutura fixa ocorre, segundo o secretário, para não colocar em risco o painel que conta a história de São José, uma obra do artista plástico Plínio Verani pintada no piso e que chama a atenção dos visitantes. Com 80 metros de extensão, deve ser lida do mar para a terra, no mesmo sentido feito pelos portugueses quando chegaram à hoje cidade, há cerca de 270 anos.

A revitalização da orla do Centro Histórico, incluindo o trapiche, áreas de contemplação, praça e quadra de esportes, foi inaugurada em 12 de setembro e custou R$ 3,5 milhões. O secretário garante que a reposição dos flutuantes está dentro da garantia e será custeada pela empresa que realizou a obra.

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