nsc
dc

Mosquito

Número de casos de dengue em SC chega a 1.912 em 2019

Boletim da Dive/SC aponta que as cidades de Itapema, Camboriú e Porto Belo estão em situação de epidemia

13/12/2019 - 14h14 - Atualizada em: 13/12/2019 - 14h16

Compartilhe

Redação
Por Redação DC
dengue
Larvas do mosquito da dengue coletadas por agentes de saúde
(Foto: )

O número de casos de dengue registrados em Santa Catarina em 2019 chegou a 1.912, informou o boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC) divulgado nesta quinta-feira (12). A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. O dado corresponde ao período entre 30 de dezembro de 2018 e 7 de dezembro de 2019.

Conforme a Dive/SC, a maioria dos casos de dengue registrados no ano foi contraída dentro de Santa Catarina: 1.701. Outros 144 foram contraídos fora do Estado; em 51 dos casos não foi possível precisar o local de infecção e outros 16 continuam sendo investigados.

As cidades de Itapema, Camboriú e Porto Belo, no Litoral Norte, são as cidades com mais casos de pacientes infectados nos próprios municípios, e estão em situação de epidemia de dengue. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a situação epidêmica ocorre quando há mais de 300 casos a cada 100 mil habitantes.

Na cidade de Itapema, que soma 697 casos, a taxa é de 1.102 casos a cada 100 mil habitantes. Em Camboriú, com 433 casos, a taxa é de 535,7 a cada 100 mil habitantes. Já em Porto Belo, que registrou 547,2 casos, a taxa é de 547,2 a cada 100 mil habitantes.

A respeito das outras doenças provocadas pelo mosquito Aedes aegypti, Santa Catarina soma 37 casos de febre de chikungunya, 36 deles contraídos fora do Estado e um em investigação. Não houve registro de vírus da zika este ano.

Sintomas

Segundo a Dive/SC, normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40° C) de início repentino e com duração de 2 a 7 dias, associada à dor de cabeça, fraqueza, a dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos. O órgão explica ainda que em 50% dos casos manchas pelo corpo estão presentes, especialmente no rosto, tronco, braços e pernas. Perda de apetite, náuseas e vômitos. A recomendação é quem tiver esses sintomas deve procurar imediatamente o serviço de saúde e, caso já tenha sido atendido antes, deve voltar.

Prevenção

- Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;

- Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

- Mantenha lixeiras tampadas;

- Deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

- Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

- Trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;

- Mantenha ralos fechados e desentupidos;

- Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

- Retire a água acumulada em lajes;

- Dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;

- Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

- Evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;

- Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde.

Deixe seu comentário:

Últimas notícias

Loading interface... Todas de Saúde

Colunistas