As rodovias federais de Santa Catarina registram aumento de 4,5% no número de mortes em comparação com 2024. Entre janeiro e dezembro de 2025, 434 pessoas morreram vítimas de acidente de trânsito no Estado, o maior número registrado em 9 anos. Os dados foram divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na sexta-feira (16).
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No total, 8.174 mil acidentes foram registrados nas rodovias federais em 2025, nos quais 9.395 pessoas ficaram feridas e 434 morreram. Comparando os números de 2025 com o ano anterior, houve uma redução de 2,4% no número de acidentes e de 1,4% de feridos. O número de mortes, entretanto, aumentou em 4,5%.
Em relação às rodovias, a BR-101 foi a que registrou o maior número de acidentes (4.220), feridos (4.616) e mortos (147). Na sequência está a BR-282 com 1.379 acidentes, 1.759 feridos e 100 mortos. A BR-470 aparece em terceiro lugar com 880 acidentes, 1.069 feridos e 44 mortes.
Veja o ranking das rodovias federais em 2025
- BR-101: 4.220 acidentes, 4.616 feridos e 147 mortos;
- BR-282: 1.379 acidentes, 1.759 feridos e 100 mortos;
- BR-470: 1.066 acidentes, 1.246 feridos e 101 mortos;
- BR-280: 880 acidentes, 1.069 feridos e 44 mortos;
- BR-116: 328 acidentes, 381 feridos e 23 mortos;
- BR-163: 135 acidentes, 153 feridos e 5 mortos;
- BR-153: 71 acidentes, 83 feridos e 10 mortos;
- BR-480: 58 acidentes, 54 feridos e 3 mortos;
- BR-158: 35 acidentes, 31 feridos e 1 morto;
- BR-285: 2 acidentes, 3 feridos e nenhum óbito registrado.
Motociclistas representam quase a metade dos feridos
Quase metade dos acidentes (48,6%) registrados pela PRF em Santa Catarina envolveram motocicletas. Os motociclistas também representaram quase metade dos feridos (48,2%), e aproximadamente 1/3 dos mortos (31%). Os dados, conforme a PRF, são superiores aos registrados em 2024, quando 46% dos
acidentes, 45% dos feridos e 25% dos mortos envolveram motocicletas.
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A PRF explica que o grande número de acidentes envolvendo motocicletas está ligado diretamente à
expansão deste tipo de veículo, impulsionada pela popularização dos aplicativos de tele-entregas e pelas deficiências do transporte público.
O cenário é agravado pela transformação de trechos de rodovias federais em verdadeiras “avenidas”, devido ao crescimento urbano e à falta de alternativas para o trânsito local. Nesses pontos, a
circulação de carretas, veículos utilitários, motocicletas de baixa cilindrada e até pedestres
resulta em lentidão, com motociclistas trafegando em alta velocidade pelos corredores.
Veja os números por ano
- 2016: 10.602 acidentes, 9.408 feridos e 450 mortos.
- 2017: 10.658 acidentes, 9.758 feridos e 381 mortos.
- 2018: 8.478 acidentes, 9.240 feridos e 387 mortos.
- 2019: 8.424 acidentes, 10.276 feridos e 403 mortos.
- 2020: 7.215 acidentes, 8.265 feridos e 382 mortos.
- 2021: 7.880 acidentes, 8.691 feridos e 357 mortos.
- 2022: 7.576 acidentes, 8.428 feridos e 350 mortos.
- 2023: 7.789 acidentes, 8.598 feridos e 364 mortos.
- 2024: 8.374 acidentes, 9.526 feridos e 415 mortos.
- 2025: 8.174 acidentes, 9.395 feridos e 434 mortos.

