O sushi é um alimento que está se popularizando cada vez mais no Brasil. Segundo dados do SeaFood Brasil, a gastronomia japonesa já movimenta R$ 12,8 bilhões por ano no país. Mas, apesar do sabor delicioso, alguns cuidados são necessários na hora de consumir o peixe cru. Confira algumas dicas a seguir.

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De acordo com dados SeaFood Brasil, o país conta com mais de 16.700 estabelecimentos de culinária japonesa. Uma parte significativa desse consumo se concentra nos meses mais quentes, quando pratos leves e frescos são a opção mais escolhida.

Com o aumento do consumo de peixe cru em temperaturas elevadas, os riscos associados também acabam crescendo, já que o alimento pode conter larvar e bactérias que sobrevivem ao cozimento.

O calor acelera a multiplicação de microrganismos em ingredientes altamente perecíveis, e o controle técnico de cada etapa da produção, da chegada dos insumos ao prato na mesa do cliente, torna-se ainda mais crítico.

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Para Anna Júlia Spanholi, nutricionista responsável pelo controle de qualidade do restaurante de culinária japonesa Unizushi, o risco de contaminação aumenta quando esse cuidado não é bem feito.

—  O pescado é altamente perecível e exige monitoramento rigoroso desde o recebimento até a exposição ao cliente. No verão, a exposição prolongada fora da refrigeração adequada aumenta significativamente o risco de contaminação— explica.

Cuidados na hora de pedir

Antes de pedir o alimento, o consumidor deve observar alguns sinais no ambiente que indicam o nível de cuidado do estabelecimento com a segurança alimentar: Limpeza e organização do balcão de preparo, alimentos protegidos e sob refrigeração adequada, além da higiene dos manipuladores do alimento, como uso correto de avental.

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No peixe, a avaliação sensorial também deve ser feita. Segundo Anna Júlia, um pescado fresco apresenta cor viva, superfície com brilho natural e úmida, textura firme ao toque e odor suave, característico do mar.

— Alterações na cor, aspecto opaco ou escurecido, superfície ressecada ou pegajosa, textura excessivamente mole e cheiro forte são sinais de alerta— orienta.

A nutricionista destaca também que a avaliação visual e olfativa não substitui o controle técnico. A profissional afirma que “alterações microbiológicas podem ocorrer antes de mudanças evidentes no odor. Por isso o controle de temperatura e armazenamento é fundamental e não pode depender apenas da percepção do consumidor”.

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Refrigeração é pilar de segurança necessário

Mesmo ingredientes aparentemente seguros, como o arroz temperado com vinagre, exigem atenção, segundo a nutricionista.

— O calor acelera a multiplicação de bactérias em ingredientes sensíveis como o peixe cru e o arroz. Mesmo o arroz sendo temperado com vinagre, é essencial manter controle rigoroso de tempo e temperatura— destaca Anna Júlia.

No Unizushi, segundo a profissional, o processo começa ainda no recebimento, cada lote de pescado é avaliado por suas características sensoriais e temperatura antes de ser aceito, de forma que produtos fora dos padrões estabelecidos pela casa são recusados.

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Após a aprovação, o peixe segue para armazenamento refrigerado controlado até o momento da preparação, quando a montagem é feita de forma ágil para reduzir ao máximo a exposição ao calor.

— Esse acompanhamento fortalece a cultura de segurança alimentar e garante maior controle em todas as etapas— conclui a nutricionista.

O Unizushi está presente em Florianópolis, no Top Vision Market, no Casarão Gastronômico, com horários disponíveis todos os dias, em Itajaí, na Praia Brava, no Brava Mall e em Balneário Camboriú, no Balneário Shopping. Os horários de atendimento e o cardápio completo estão disponíveis nas redes sociais do estabelecimento.

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