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Agricultura

Nuvem de gafanhotos que invadiu Argentina deve seguir para o Uruguai, diz Mapa

Ministério da Agricultura alertou superintendências para a orientação dos agricultores e eventual adoção de medidas caso a praga ingresse no Brasil

24/06/2020 - 09h20 - Atualizada em: 24/06/2020 - 09h32

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Lariane
Por Lariane Cagnini
gafanhoto
Lavourar na Argentina foram devastadas pelos insetos
(Foto: )

Uma nuvem de gafanhotos da espécie Schistocerca cancellata, que encontra-se próximo à fronteira com o Brasil, deve seguir em direção ao Uruguai. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) recebeu informações do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa), que realiza o monitoramento climático e acompanha o deslocamento dos insetos.

O meteorologista da NSC Comunicação, Leandro Puchalski, explica que a movimentação dos gafanhotos depende da condição do vento. Na terça-feira (23), o Oeste de Santa Catarina aparecia como área de precaução no monitoramento do Senasa. Nesta quarta, o vento do quadrante Norte sopra do Paraguai em direção à Argentina e Uruguai, o que diminui as chances da nuvem de gafanhotos atingir o Oeste do Estado, segundo Puchalski.

Mesmo com a previsao do Senasa, o Mapa emitiu alerta para as Superintendências Federais de Agricultura. A intenção é monitorar e orientar agricultores da região fronteiriça do Brasil, em especial no estado do Rio Grande do Sul, para a adoção de medidas de controle da praga caso esta nuvem ingresse em território brasileiro.

Segundo a Coordenação-Geral de Proteção de Plantas do Mapa, as autoridades fitossanitárias brasileiras seguem em contato com os pesquisadores argentinos, bolivianos e paraguaios por meio do Grupo Técnico de Gafanhotos do Comitê de Sanidade Vegetal – COSAVE, o que tem permitido um acompanhamento do assunto em tempo real.

Leandro Puchalski fala sobre a nuvem de gafanhotos e a previsão do tempo:

Praga presente no Brasil desde o século XIX 

Segundo o Mapa, esta praga está presente no Brasil desde o século XIX e causou grandes perdas às lavouras de arroz na região sul do País nas décadas de 1930 e 1940. Desde então, tem permanecido na sua fase “isolada” que não causa danos às lavouras, pois não forma as chamadas “nuvens de gafanhotos”. Recentemente, voltou a causar danos à agricultura na América do Sul, em sua fase gregária (formação de nuvens).

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