Um pé de aipim de 110 quilos surpreendeu um casal de idosos de Pomerode e o caso virou notícia nacional. Além do peso, o tamanho das raízes, que passou dos dois metros, chamou atenção de Otávio Hoeppner e Wilma, que fizeram a retirada da planta.

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O produtor conta que precisou ajuda do jardineiro da propriedade vizinha para fazer a colheita. Toda a retirada durou cerca de quatro horas e se estendeu por toda a manhã.

— Bateu um vento forte, ele quebrou vários galhos [do pé de aipim]. Quando eu vi isso, falei com a minha esposa: “Olha, eu acho que está na hora de arrancar”. Já tinha sete anos. Com a quebra da galhada, achei que poderia apodrecer — conta Otávio Hoeppner, dono do aipim gigante.

(Foto: Tatiane Hansen, Jornal de Pomerode)

— Comecei a cavar. Quando estava liberando a raiz maior, fui verificar as outras também. Comecei a limpar e cavar, até que senti que estavam começando a se soltar. O vizinho tem uma empresa e tem um jardineiro. Ele estava curioso e pedi “vem cá, me ajuda. Vem ver o que está acontecendo, nunca vi isso na minha vida”. Eu me surpreendi, não tinha fim — relembrou.

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Hoeppner precisou colocar a planta em um trator para levar para casa. Com a retirada das partes que não iria usar, o casal ficou com cerca de 60 quilos do alimento estocados no freezer. O aipim depois de colhido foi testado e aprovado.

— A gente pegou uma parte já limpa e botou para cozinhar. Ficou sensacional. Está bom, está macio, está muito gostoso.

Colheita de aipim

Apesar de o casal ter colhido o pé de aipim sete anos depois da plantação, em 19 de abril deste ano, a escolha não é usual conforme a extensionista rural do escritório de Pomerode da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), Eneide Barth.

Segundo explica, a colheita geralmente é feita em até dois anos e, normalmente, com no máximo 8 quilos.

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— Sendo uma planta perene, se deixar e ter condições de desenvolvimento, ela vai crescer — disse a especialista.

Conforme explica, o pé de aipim não é muito exigente em relação ao terreno.

— É uma cultura rústica, pouco exigente. Pelo fato de ser uma cultura rústica, sabe que pode plantar numa terra que outras culturas não aguentam. Porém, ele responde à melhoria das condições de solo, terra arenosa e adubação equilibrada. Pode produzir mais do que o habitual — explicou.

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