Depois do Hospital Regional de Rio do Sul mencionar que a demanda de outras cidades teria contribuído para a lotação na maternidade do local, os hospitais de Presidente Getúlio e Taió se manifestaram sobre o assunto. Agora normalizada, a situação no maior município do Alto Vale ficou crítica após 44 bebês nascerem em um intervalo de quatro dias, fazendo todos os leitos da maternidade serem ocupados.

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Para dar conta da demanda, gestantes foram acomodadas em outros setores. Além disso, cesáreas foram reagendadas. Acostumada com cerca de oito nascimentos por dia, a equipe do Regional teve de lidar com a média diária de 11 partos entre quinta-feira (19) e domingo (22). Segundo o diretor técnico da unidade, Marcelo Gambetta, parte do aumento da demanda estava relacionada ao “fechamento dos atendimentos” nos hospitais de Presidente Getúlio e Taió. Gambetta não quis comentar sobre a “outra parte” dos motivos da lotação.

Em nota, a prefeitura de Taió negou que houve fechamento do hospital da cidade, mas confirmou que a direção enfrenta dificuldades para contratar profissionais, prejudicando as escalas. O cenário, inclusive, não é exclusividade do município.

“O Município mantém convênio ativo com o Hospital de Taió para a manutenção dos serviços de pronto-socorro, maternidade, internação, especialidades médicas e exames. O contrato está vigente e os repasses financeiros da prefeitura estão em dia”, garantiu o governo taioense.

Já Presidente Getúlio está sem atendimento a gestantes desde meados do ano passado. Até então, o Hospital Maria Auxiliadora fazia cesáreas previamente agendadas, exclusivamente de pacientes com plano de saúde ou particulares. Porém, com mudanças nas exigências e sem um Centro Obstétrico com obstetra, pediatra ou neonatologista e anestesiologista, os atendimentos foram interrompidos.

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Com isso, exceto em casos urgentes, de parto normal prestes a ocorrer ou em queixas clínicas de gestantes, como febre ou resfriados, todas são encaminhadas ao Hospital Doutor Waldomiro Colautti, em Ibirama.

“Não há expectativas de retomar com o serviço obstétrico no futuro, em função dos atuais critérios mínimos exigidos pela legislação vigente. Além de que, na região o serviço obstétrico é ofertado no Hospital Dr. Waldomiro Colautti, Hospital Regional Alto Vale, Hospital Bom Jesus em Ituporanga, Hospital e Maternidade Dona Lisette em Taió”, escreveu o hospital de Presidente Getúlio.

Depois do “boom” até domingo, o Hospital Regional registrou 13 partos entre segunda (23) e esta terça-feira (24). O cenário, então, é considerado normalizado pela direção.