Trocar o pneu parece uma tarefa que todo motorista deveria saber, mas ainda derruba muita gente quando o carro para no acostamento, na garagem ou no meio da rua. O motivo nem sempre está na falta de força ou de prática. Em muitos casos, o erro aparece logo no começo: boa parte dos motoristas esquece de afrouxar os parafusos da roda antes de levantar o carro com o macaco.
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Esse detalhe faz toda a diferença. Com o veículo ainda apoiado no chão, a roda fica firme e oferece resistência para soltar os parafusos. Quando o motorista levanta o carro primeiro e só depois tenta fazer isso, a roda tende a girar, o esforço aumenta e a operação fica mais instável.
Por que esse detalhe é tão importante
A lógica é simples: com o peso do carro ainda sobre o pneu, a roda não se movimenta com facilidade. Isso ajuda a soltar os parafusos sem exigir manobras improvisadas, trancos ou força exagerada. Depois que eles estiverem apenas afrouxados, aí sim o carro pode ser levantado para retirar a roda com mais segurança.
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Muita gente faz o caminho inverso por ansiedade ou nervosismo, principalmente em situações de pressa. O problema é que esse erro pode transformar uma troca simples em dor de cabeça.
Não é só soltar o estepe
Outro ponto que costuma ser ignorado é o local onde o macaco deve ser posicionado. Cada carro tem áreas específicas de apoio, normalmente indicadas no manual. Colocar o equipamento no ponto errado pode amassar a parte inferior do veículo ou deixar tudo instável.
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Antes de começar, o ideal é seguir um passo a passo básico:
- parar em local plano e seguro
- ligar o pisca-alerta
- acionar o freio de estacionamento
- engatar uma marcha ou deixar em “P”, no caso de carros automáticos
- afrouxar os parafusos da roda
- só então posicionar o macaco e levantar o carro
Outro erro comum aparece no aperto final
Depois da troca, ainda existe uma etapa que muita gente faz do jeito errado: apertar os parafusos em sequência circular. O mais indicado é usar a chamada sequência cruzada, em forma de estrela, para que a roda assente de maneira uniforme.
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Funciona assim: em vez de apertar um parafuso e seguir para o vizinho, o correto é apertar um, depois o oposto, e seguir alternando. Isso ajuda a distribuir melhor a pressão.
Também vale lembrar que o aperto final deve ser feito com o carro novamente apoiado no chão. É nesse momento que a fixação fica mais adequada.
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Estepe não foi feito para rodar como pneu normal
Muitos carros trazem aquele estepe mais estreito e diferente dos demais. Ele é conhecido como estepe temporário e serve apenas para uso emergencial. Não foi desenvolvido para rodar por longas distâncias nem em velocidades altas.
Por isso, após a troca, a recomendação é procurar uma borracharia ou oficina o quanto antes para reparar ou substituir o pneu danificado.
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Saber trocar o pneu ainda evita perrengue
Mesmo com assistência 24 horas e aplicativos, saber lidar com um pneu furado continua sendo uma habilidade útil. Em alguns casos, pode evitar longas esperas ou situações desconfortáveis em locais isolados.
No fim das contas, o detalhe que muita gente esquece antes de trocar o pneu não é pequeno. Afrouxar os parafusos com o carro ainda no chão deixa o processo mais fácil, mais seguro e reduz a chance de erro em um momento que já costuma ser estressante.
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