O suposto fechamento da megaloja das Americanas na rua Felipe Schmidt, no Centro de Florianópolis, chamou a atenção dos moradores da capital catarinense na última semana. O comércio opera no local há anos, e já é até ponto de referência para quem circula pelo coração da cidade.

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Diante da confusão dos moradores, o NSC Total procurou a empresa Americanas S.A. A companhia, por sua vez, respondeu que a unidade está, na verdade, passando por um processo de modernização que inclui a otimização da área de vendas. Informou, ainda, que a atualização “tornará a jornada de compras ainda mais fluida, facilitando a visualização dos produtos e a experiência dos cliente”.

Segundo a empresa, a loja deve reabrir para o público na quinta-feira (5). Até lá, os clientes podem frequentar as unidades mais próximas, localizadas no Shopping Itaguaçu, Ingleses e Floripa Shopping.

Leia a nota da Americanas na íntegra

“A Americanas informa que a unidade localizada na Rua Felipe Schmidt, no Centro de Florianópolis (SC), está passando por um processo de modernização que inclui a otimização da área de vendas. A atualização tornará a jornada de compras ainda mais fluida, facilitando a visualização dos produtos e a experiência dos clientes. A loja reabre ao público nesta quinta-feira, 5 de março.

Até lá, os clientes poderão continuar adquirindo produtos e serviços nas unidades mais próximas, localizadas no Shopping Itaguaçu, Ingleses e Floripa Shopping, ou no site e app da marca”.

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Entenda em que pé está a recuperação judicial da Americanas

Quase três anos após começar a executar seu plano de recuperação judicial, a Americanas afirma estar perto de encerrar a crise iniciada no começo de 2023, quando veio à tona uma fraude contábil estimada em R$ 25 bilhões.

O episódio revelou inconsistências bilionárias nas contas da companhia e levou a empresa a entrar com pedido de recuperação judicial. O plano foi aprovado pelos credores em dezembro de 2023 e passou a ser colocado em prática em fevereiro de 2024. Naquele momento, a dívida com credores somava R$ 42 bilhões, sem considerar valores entre empresas do mesmo grupo.

Desde então, a varejista reduziu de forma significativa o endividamento. No segundo trimestre de 2025, a dívida bruta era de R$ 1,9 bilhão — sendo R$ 1,8 bilhão em debêntures e R$ 54 milhões em empréstimos e financiamentos. A empresa também informou uma posição de caixa e equivalentes, incluindo recebíveis, líquida, de R$ 103 milhões.

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Ao considerar os compromissos que ainda fazem parte do plano de recuperação, a dívida líquida ao fim do trimestre ficou em R$ 372 milhões. Entre esses valores estão dívidas com fornecedores que, atualizadas a valor presente, somam R$ 459 milhões e seguem sendo pagas conforme as condições negociadas.

A varejista espera, agora, concluir o processo que a levará a sair da recuperação judicial no primeiro semestre de 2026.

*Com informações de Bloomberg