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Tragédia

"O que a gente espera é que isso não volte a ocorrer", diz irmão de mulher morta por linha com cerol

Josiane Marques, 34 anos, morreu no início da tarde de sábado ao ser atingida por linha de cerol quando trafegava de moto na Via Expressa, em São José 

21/07/2019 - 19h33 - Atualizada em: 21/07/2019 - 21h09

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Por Jean Laurindo
(Foto: )

Os dias da semana eram de trabalho e agenda cheia para Josiane Marques, 34 anos. Uma intensidade que a profissional de marketing aprendeu a apreciar. Era nas manhãs de sábado que a moradora de Biguaçu ia ao Centro de Florianópolis para pagar contas, dar uma volta e fazer algumas compras. No último sábado, por volta das 12h30min, Josiane voltava da região central da Capital para almoçar com o pai, que mora em São José, antes de retornar para casa. Mas o almoço não aconteceu. Quando trafegava no Km 4 da BR-282, a Via Expressa, ela foi atingida no pescoço por uma linha de pipa com cerol.

Segundo o boletim de ocorrência, testemunhas relataram que Josiane ainda teria descido da moto e pedido socorro, mas ela morreu em seguida, ainda no local do acidente. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não soube dizer se foi antes ou depois da chegada dos socorristas.

A Polícia Civil deve abrir inquérito para investigar o caso e já informou que busca o dono da linha com cerol que atingiu Josiane. A ocorrência foi registrada próximo ao limite entre Florianópolis e São José.

Na tarde deste domingo, policiais da PRF de Biguaçu informaram que foram até o mesmo local um dia após o acidente depois de receberem denúncias de linhas de pipas na via. No entanto, relataram que, em geral, costuma ser difícil identificar de onde partem essas linhas. Muitas costumam ficar a até um quilômetro e, às vezes, acabam presas em postes e ficam esticadas na via.

Lamento e revolta

O irmão de Josiane, Luiz Maurício Marques, conta que almoçava em São José quando recebeu a ligação de um amigo. Ele falava sobre o acidente na Via Expressa e perguntava se a vítima tinha algum parentesco com ele, pelo fato de ter o mesmo sobrenome. Quando soube que se tratava da irmã, Luiz foi ao local do acidente. Sem encontrar mais nada na Via Expressa, foi ao encontro de outro irmão, que já havia recebido a notícia de que Josiane não resistiu ao ferimento.

– Ela era uma mulher muito batalhadora. Já morava no apartamento dela, em Biguaçu, e todo dia passava na casa do pai – conta o irmão.

Na sexta-feira à tarde, Josiane publicou nas redes sociais que participava de um evento sobre mercado digital em São José. Há algumas semanas, tinha ido a São Paulo fazer um curso. Ela atuava há um ano no departamento de marketing de uma empresa de veículos de Florianópolis. A motivação que Josiane dedicava ao trabalho e à carreira é uma das lembranças do irmão. Algo que, agora, se mistura a um sentimento de revolta, que a família tenta conter. Compreensível para quem viu a irmã morrer em um ato proibido há muitos anos, mas que ainda ocorre em rodovias do país e da região.

– Nada vai trazer ela de volta, mas o que a gente espera agora é que isso não volte a ocorrer com outras pessoas – apela Luiz.

Josiane era solteira e não tinha filhos. Deixou os pais e cinco irmãos. O corpo dela foi velado neste fim de semana e deve ser cremado entre terça e quarta-feira. O procedimento era o desejo de Josiane, mas por a morte ter ocorrido em um acidente, ainda dependerá de uma autorização judicial. (Colaborou Valéria Martins, da NSC TV)

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