A investigação sobre a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, e a intoxicação de pelo menos outras quatro pessoas após participarem de uma aula de natação em uma academia da zona leste de São Paulo segue em andamento, com a Polícia Civil de São Paulo tentando determinar o que exatamente estava na água da piscina que provocou os sintomas graves.
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O caso ocorreu no sábado (7) na unidade da academia C4 GYM no bairro Parque São Lucas. Segundo a polícia, os alunos que participavam da aula perceberam odor forte e gosto estranho na água antes de apresentar sintomas como ardência nos olhos e problemas respiratórios, vômitos e mal-estar intenso.
Veja fotos do caso
O que se sabe até agora
- Mistura de cloro adulterado: em entrevista coletiva, o delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Artur Dian, afirmou que o cloro presente na água estava misturado com outro produto ainda não identificado, e que essa combinação foi o que causou a intoxicação dos presentes. Ainda não existe laudo definitivo confirmando a identidade exata dessa substância desconhecida;
- Sinais e sintomas: além de Juliana, que passou mal após a aula de natação e morreu em um hospital do ABC Paulista após sofrer uma parada cardíaca, outras quatro pessoas foram internadas — incluindo o marido dela, Vinicius de Oliveira, e um adolescente de 14 anos, ambos em estado grave, segundo os últimos boletins médicos. Outras duas pessoas já tiveram alta;
- Relatos de vítimas: uma aluna de 29 anos que também foi internada relatou dores de cabeça, vômitos e diarreia logo após sair da piscina, sintomas que se intensificaram e a levaram à UTI. Testemunhas disseram ter sentido ardência nos olhos, nariz e pulmões antes de se sentirem mal.
Academia e irregularidades
A academia não possuía alvará de funcionamento válido, segundo apuração da CNN Brasil, e foi interditada preventivamente pela Subprefeitura de Vila Prudente por irregularidades de segurança.
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Imagens obtidas pelos investigadores mostram um funcionário — identificado como manobrista do local — manipulando produtos químicos usados na piscina, em uma cena que agora faz parte das apurações. As autoridades avaliam essas imagens para verificar se houve mistura ou manuseio inadequado de substâncias químicas.
Também foi informado que os responsáveis pela academia teriam deixado o local após o incidente sem comunicar as autoridades, o que levou a polícia a arrombar o imóvel para coletar material para perícia.
O que a polícia busca agora
A investigação está concentrada em:
- Análises químicas na água e nos produtos encontrados no local para confirmar qual foi a substância misturada ao cloro e seu efeito;
- Perícia técnica em equipamentos e imagens de segurança que possam revelar como o produto foi manipulado;
- Possível negligência ou crime de risco à saúde pública, com base nas irregularidades constatadas pela Vigilância Sanitária e na falta de qualificação de quem manipulava os produtos.
Até o momento, não há conclusão oficial sobre a causa exata da intoxicação, além da informação preliminar de que um produto desconhecido esteve misturado ao cloro. O caso segue sob investigação e pode resultar em responsabilizações penais ou administrativas conforme a apuração avance.
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*Com informações do g1 e CNN Brasil






