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Bem-estar animal

O que disse a direção do Cepread em audiência pública na Câmara de Blumenau

Atuação do órgão é questionada por ONGs e protetores independentes de animais

13/03/2019 - 14h02

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Redação
Por Redação Santa
Neusa Pasta Felizetti, diretora do órgão, falou sobre o futuro do centro
(Foto: )

A diretora do Centro de Prevenção e Recuperação de Animais Domésticos (Cepread) participou na noite desta terça-feira da audiência pública que debateu a atuação do órgão. Na Câmara de Vereadores, Neusa Pasta Felizetti anunciou medidas para aprimorar o serviço ofertado em Blumenau. Entre as novidades apresentadas por ela está o lançamento de um edital para castração, uma parceria com a Furb para atendimentos emergenciais e uma campanha para encontrar um lar aos animais abrigados atualmente na estrutura.

Em entrevista ao Santa, Neusa explicou quais os próximos passos a serem dados pela administração municipal para tentar solucionar as questões ligadas ao bem-estar animal. A primeira, pontua a diretora, é a apresentação ao Conselho Municipal do Bem-Estar Animal (Combea) de um edital de certificação de protetoras individuais. Com esse documento em mãos, elas poderão cadastrar os animais que têm sob tutela em mutirões públicos.

Um deles, inclusive, é planejado em parceria com a Furb. A expectativa é atender entre 800 e 1000 animais de ONGs, protetoras e famílias com cadastro Número de Identificação Social (NIS) ativo.

Reuniões com associações de moradores estão sendo feitas pelo órgão para informar sobre a ação e como as pessoas podem participar. A previsão é de que o mutirão ocorra entre maio e dezembro. As inscrições serão pela internet, a partir de abril.

Além de castrar os animais, a diretora do Cepread revela também o objetivo de acabar com o abrigamento. Segundo ela, conforme prevê a legislação que instituiu o órgão, a estrutura não foi criada com esse propósito, mas com o passar do tempo, conta com cães e gatos que estão na entidade há anos aguardando por um lar. Para reverter esse cenário, a aposta está em uma campanha forte de adoção e também em parcerias com ONGs.

– Fazer um credenciamento de ONGs que estejam em dia com todas as fiscalizações, como feito com as protetoras, e de alguma forma firmar parcerias de atendimento veterinário e exames. E que em contrapartida elas acolhessem esses animais em lugares apropriados. Isso também seria um segundo passo, pois precisaria abrir edital de credenciamento para essas instituições, onde haveria uma troca de serviço, digamos: atendimento versus acolhimento – explica Neusa.

Audiência pública
Audiência pública
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Neusa confirma ainda o estudo de viabilidade de uma parceria para que a Furb faça ao menos os atendimentos emergenciais, principalmente aqueles envolvendo animais atropelados. Ela afirma que o Cepread não dispõe de equipamentos importantes para esse tipo de situação, quando são necessários, por exemplo, exames de Raio-X. A proposta está em construção, mas a expectativa da prefeitura é que se torne realidade no segundo semestre deste ano.

Um dos aspectos que precisa ser definido é como será feito o pagamento à Furb, já que o serviço não seria gratuito. Ainda assim, a diretora do Cepread defende a medida como fundamental para dar dignidade aos animais no momento do atendimento.

Neusa assumiu a coordenação do Cepread há um mês, com a principal missão de elaborar o protocolo de atendimento de denúncias feitas pela comunidade, e tem também a tarefa de lidar com as cobranças de ONGs e protetores independentes. A nomeação veio em meio a um impasse político entre o prefeito Mário Hildebrandt (sem partido) e o vereador Bruno Cunha (PSB), que propôs a audiência pública. Antes de Neusa, o órgão era gerido por uma indicação do parlamentar. Cunha considerou a audiência produtiva.

– Essa conexão com a universidade era o que tinha para ser feito – enfatizou o vereador.

Audiência pública
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