O Irã detalhou o que dizia a proposta apresentada aos Estados Unidos e rejeitada por Donald Trump. O acordo resultaria no fim da guerra no país, mas não foi firmado. Entre as promessas estava a de reabrir o tráfego comercial no Estreito de Ormuz e encerrar o bloqueio naval à região.

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Segundo informou uma autoridade iraniana neste sábado (2), o plano sugeria o fim das hostilidades imediatas, deixando as discussões sobre o programa nuclear para uma etapa posterior, contou uma reportagem do g1.

Até o momento, não houve acordo para encerrar o conflito que já provocou a maior interrupção na história do fornecimento global de energia. Há mais de dois meses, o Irã bloqueia quase todo o transporte marítimo no Golfo Pérsico, permitindo apenas a circulação de suas próprias embarcações.

Em represália, no mês passado, o governo americano impôs seu próprio bloqueio a navios que partem de portos iranianos. Na sexta-feira (1º), Trump declarou a jornalistas na Casa Branca que “não está satisfeito” com a última oferta de Teerã, embora não tenha detalhado quais pontos específicos rejeita.

A proposta do Irã

  • A guerra terminaria com garantias de que Israel e EUA não atacariam o país novamente;
  • O Irã abriria o Estreito de Ormuz imediatamente;
  • Os Estados Unidos encerrariam o bloqueio aos portos iranianos;
  • As discussões sobre restrições ao programa nuclear seriam realizadas em uma fase posterior, em troca do fim das sanções econômicas.

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Washington mantém a postura de que não encerrará a guerra sem um acordo que garanta que o Irã nunca obterá uma arma nuclear — o principal motivo alegado por Trump ao lançar os ataques em fevereiro. O Irã, por sua vez, reitera que seu programa nuclear tem fins pacíficos.