O Banco Central decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira, conhecida no mercado como Will Bank. A instituição, sediada em São Paulo, integra o conglomerado do Banco Master. Com a decisão, ficam imediatamente suspensas as atividades ligadas à captação de recursos e à concessão de crédito dentro do grupo.

Continua depois da publicidade

Criado com a proposta de ampliar o acesso ao sistema financeiro, o Will Bank se apresentou desde o início como um banco digital voltado principalmente a pessoas de renda média e baixa, público historicamente menos atendido pelas instituições tradicionais.

A base de clientes da fintech se concentrou, sobretudo, no Nordeste, região que reúne cerca de 60% dos usuários da plataforma, muitos deles moradores de cidades de pequeno porte, onde o banco ganhou espaço com soluções digitais simples e acessíveis.

A história da empresa começou em 2017, com o pag!, emissor de cartões de crédito fundado por Felipe Felix, atual CEO, em parceria com os irmãos Giovanni e Walter Piana. Em 2020, a operação passou por uma reformulação estratégica, adotou o nome Will Bank e ampliou sua atuação para além do cartão, consolidando-se como banco digital.

Continua depois da publicidade

Ao longo dos anos, o portfólio cresceu e passou a incluir conta digital com remuneração, pagamentos via Pix e boletos, empréstimos pessoais, antecipação do saque-aniversário do FGTS e um marketplace com sistema de cashback.

Com a liquidação extrajudicial, todos os serviços do Will Bank são interrompidos. Contas correntes, contas de pagamento e demais operações deixam de funcionar normalmente. A partir de agora, os recursos mantidos pelos clientes passam a integrar o processo de liquidação e serão pagos conforme as garantias disponíveis e a ordem legal de prioridade entre credores.

O Banco Central nomeará um liquidante, responsável por apurar os valores devidos e conduzir o pagamento possível aos clientes e demais envolvidos.

Continua depois da publicidade

Dinheiro em conta está protegido?

Sim, dentro dos limites estabelecidos. O Banco Central esclarece que, em situações de intervenção ou liquidação de instituições financeiras, os depositantes contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O fundo cobre até R$ 250 mil por pessoa, considerando o conjunto de depósitos e produtos elegíveis mantidos na instituição.

Essa proteção vale para os clientes do Will Bank que se enquadram nas regras do FGC, respeitado o teto definido.

E quem investiu em CDBs do Will Bank?

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) emitidos por bancos também estão entre os produtos cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos. Assim, investidores que aplicaram em CDBs elegíveis do Will Bank têm seus recursos protegidos até o limite de R$ 250 mil por CPF, conforme as normas gerais do fundo.

Continua depois da publicidade

*Sob supervisão de Nicoly Souza