O astro porto-riquenho Bad Bunny consolidou sua posição como um fenômeno global ao protagonizar o show do intervalo do Super Bowl, na noite de domingo (8). O artista fez história como o primeiro cantor a liderar o espetáculo com um repertório majoritariamente em espanhol, transformando a final da NFL em um manifesto de orgulho latino e união continental.

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O grande destaque da noite, porém, foi um detalhe carregado de simbolismo político: uma bola de futebol americano, popularmente chamada de “pele de porco”, que o cantor carregou durante toda a performance.

Ao final da apresentação, após entoar “God bless America” (Deus abençoe a América), Bad Bunny listou nominalmente os países de todas as regiões do continente americano. Foi nesse momento que ele revelou a mensagem gravada no objeto: “Together, we are America” (Juntos, nós somos a América).

A escolha da frase foi lida por especialistas e fãs como uma provocação direta ao conceito restrito de “América” frequentemente aplicado apenas aos Estados Unidos, reforçando a identidade pan-americana. Fechando a noite com chave de ouro, o artista cantou o refrão de Debí Tirar Más Fotos, faixa de seu álbum premiado como Melhor Álbum no Grammy 2026.

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Cantor usou bola de futebol americano para mandar mensagem: “Juntos, somos a América” (Foto: Reprodução)

Assista ao show do Bad Bunny no Super Bowl

Como foi o discurso de Bad Bunny no Grammy

No Grammy, ao subir no palco para receber o prêmio, ele fez um discurso de agradecimento, majoritariamente em espanhol, e uma contundente denúncia contra a política anti-imigração do presidente Donald Trump nos Estados Unidos, celebrando a comunidade latina.

“Antes de dizer obrigado, eu quero agradecer a Deus e quero dizer fora ICE”, disse, referindo-se à sigla em inglês para o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, que vem conduzindo violentas operações para a retirada de imigrantes ilegais do país. “Não somos selvagens, não somos animais, não somos extraterrestres. Somos seres humanos e somos americanos”, acrescentou, sob fortes aplausos, destacando que, se for preciso lutar, que seja “com amor”, para combater o ódio.

Ainda em fevereiro, Bad Bunny desembarca em solo brasileiro para fazer dois show da turnê Debí tirar más fotos, no Allianz Parque, em São Paulo. Além dos shows, o artista já disse em entrevista que pretende explorar o máximo possível no Brasil, conhecendo a cultura e a música do país.

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*Sob supervisão de Pablo Brito

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