Uma aula magna do ex-ministro da Fazenda e pré-candidato a governador de São Paulo, Fernando Haddad (PT), terminou em confusão na noite de quinta-feira (2) na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
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A confusão envolveu um integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato a deputado estadual em São Paulo, Matheus Pereira (Missão), segundo informações do Uol. Em vídeos que circularam na internet e publicados também por ele, o jovem aparece discutindo e sendo empurrado por um segurança da aula inaugural.
Pereira alega que Haddad estaria fazendo “campanha antecipada” enquanto é afastado do local por um segurança. O pré-candidato a deputado estadual alegou que teria ido ao evento para questionar sobre temas como a “taxa das blusinhas” e a suposta campanha antecipada.
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Ele alegou, ainda, ter sido agredido por estudantes do local. “Quando começamos a questionar, fomos agredidos pelo próprios seguranças do Haddad. Completamente ‘democráticos'”, escreveu, em uma publicação nas redes sociais.
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Alunos contestam versão do pré-candidato
Alunos da instituição, no entanto, contestam a informação e alegam que o pré-candidato e pessoas do MBL teriam ido ao local para causar confusão. A Unicamp divulgou nota repudiando os fatos ocorridos e afirmando que vai apurar as circunstâncias do caso. (confira abaixo a íntegra da nota)
O PT também divulgou nota definindo o caso como violência política e afirmando que o caso tem um método padrão adotado pelos envolvidos. O partido prometeu tomar medidas judiciais cabíveis. (veja ao final da matéria a nota do PT)
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Nota da Unicamp
“A Reitoria da Universidade Estadual de Campinas condena veementemente os atos de violência e tumulto registrados no transcurso da aula magna realizada na noite de 2 de julho, no Teatro de Arena da Universidade.
A interrupção, por meio de agressões, de uma atividade acadêmica aberta à comunidade é inaceitável e contraria os princípios mais fundamentais da instituição.
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A Unicamp reafirma seu compromisso histórico com a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o debate qualificado — valores essenciais de qualquer universidade pública e da própria democracia.
Divergências políticas e ideológicas são bem-vindas e devem ser expressas dentro do respeito mútuo e das regras do debate acadêmico, jamais por meio de violência ou intimidação.
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A Reitoria informa que apura os fatos ocorridos e adotará as medidas cabíveis, em conjunto com as instâncias internas competentes.
A Universidade permanecerá um espaço livre, seguro e plural para a construção do conhecimento e o exercício da cidadania.
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Campinas, 3 de julho de 2026.
Reitoria da Unicamp”
Nota do PT
“O Partido dos Trabalhadores repudia os episódios de violência política perpetrados por integrantes da extrema-direita contra o pré-candidato ao governo do estado de SP do PT, Fernando Haddad.
Pela segunda vez, integrantes desse grupo político de extremistas provocam conflitos em atos políticos do nosso pré-candidato. Haddad tem percorrido o estado com o objetivo que deveria ser de interesse de todos dispostos a disputar as eleições: debater propostas para o desenvolvimento econômico e social para todos os paulistas.
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É o que o PT defende nas eleições em todo país, um pleito com respeito ao eleitor e propostas para melhorar a vida do povo brasileiro. Os dois atos de violência política dos quais Haddad foi vítima usam táticas semelhantes: são premeditados, com celulares gravando em diversos ângulos e com provocações para estimular conflitos violentos.
Na democracia, as divergências são resolvidas no debate de ideias e não no estímulo à violência.
O PT reitera o irrestrito apoio e solidariedade a Haddad e aos integrantes da pré-campanha e reafirma que não tolerará abusos e atos de violência e tomará as medidas judiciais cabíveis”.
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