A eleição para governador de São Paulo em 2026 deve repetir a lógica da corrida presidencial e ter como principais protagonistas nomes famosos da direita e da esquerda. O atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), especulado durante meses como possível nome para concorrer ao Palácio do Planalto na raia bolsonarista, bateu o martelo ainda no fim do ano passado e decidiu concorrer à reeleição ao governo do Estado. 

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Na luta pela reeleição, Tarcísio terá como principal adversário o ex-ministro da Fazenda do governo Lula, Fernando Haddad (PT). O ex-ministro já foi prefeito de São Paulo e concorreu ao governo do Estado em 2022, sendo derrotado justamente por Tarcísio, em segundo turno. 

Tarcísio e Haddad devem protagonizar a eleição, que ganhou mais chances de ser decidida ainda em primeiro turno. Isso porque outros dois nomes que estavam na disputa neste período de pré-campanha desistiram de concorrer. 

Veja fotos dos pré-candidatos ao governo de SP

Desistências em Missão e PSDB 

O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP), um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL) e defensor do impeachment da ex-presidente Dilma Roussef (PT) entre 2014 e 2016, vinha se apresentando como pré-candidato ao governo paulista. No último fim de semana, no entanto, ele anunciou a desistência da pré-candidatura para se tentar se reeleger como deputado federal. 

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Kim afirmou também que vai se dedicar à elaboração de um plano de governo para o candidato do partido à Presidência da República, Renan Santos, sem descartar a chance de assumir um cargo de ministro em um eventual governo do colega.

Outro nome que estava na disputa, mas que também desistiu de concorrer no último fim de semana foi Paulo Serra (PSDB). Apesar da tradição do partido no Estado, que já foi governado pelos tucanos durante quase 30 anos, Serra também decidiu se dedicar a uma campanha por vaga de deputado federal

Pré-candidatos ao governo de SP 

  • Tarcísio de Freitas (Republicanos) 
  • Fernando Haddad (PT) 

Cenário após desistências 

Com isso, o caminho ficou livre para a disputa entre Tarcísio e Haddad, que deve reproduzir em muitos pontos a polarização a ser vista na corrida pela Presidência da República. O cenário tem feito alguns partidos reavaliarem os planos. O PSB, por exemplo, estuda lançar o ex-governador e ex-ministro de Lula, Márcio França, como candidato ao governo.

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A ideia seria promover uma divisão de votos e dificultar uma eventual vitória de Tarcísio em primeiro turno, o que poderia deixar o PT sem palanque no maior colégio eleitoral do país durante toda a campanha de eventual segundo turno presidencial. Apesar disso, o PT seria contrário à estratégia de lançar França na disputa, movimento que até o momento não está confirmado. 

Os prazos do calendário eleitoral 

A definição oficial dos candidatos ocorre durante as convenções dos partidos, que precisam ocorrer entre 20 de julho e 5 de agosto, conforme o calendário eleitoral. A campanha começa oficialmente no dia 16 de agosto. O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro.