Quem acompanha o mundo do cinema de perto sabe que o diretor Christopher Nolan é um dos maiores nomes de sua geração. Seu sucesso é tanto que um filme de 2010 ainda gera conteúdo até os dias de hoje. Isso porque em “A Origem”, uma produção de ficção científica, o público acompanha uma narrativa baseada em sonhos e controle mental que ainda gera dúvidas sobre sua veracidade.

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Afinal, há algo cientificamente comprovado sobre os sonhos neste filme? A neurociência, definitivamente, tem algo a dizer sobre isso. Continue a leitura e confira!

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Saiba mais sobre “A Origem”

Sinopse de “A Origem”

Antes de abordar a ciência por trás desse filme, vale lembrar do que ele se trata. Na narrativa, Dom Cobb (Leonardo Dicaprio) é um criminoso habilidoso, que consegue roubar segredos do inconsciente das pessoas entrando em seus sonhos. Ele é, também, um foragido da justiça dos Estados Unidos que está desesperado para rever a família. Desse modo, a fim de se redimir, ele assume uma missão ousada.

Ele terá que adentrar nos sonhos de Richard Fischer (Cillian Murphy), um herdeiro de um império econômico, e em sua imaginação, colocar a ideia de desmembrá-lo.

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O que a neurociência diz sobre o filme?

Conforme citado no site NeuWrite West, é impossível querer que um filme tão longo – de 2h28min – seja 100% preciso cientificamente. Contudo, é possível, sim, entender algumas coisas sobre o cérebro humano a partir dele, como o ciclo do sono, o primeiro tópico abordado no blog. De acordo com o texto, o filme é impreciso quando se propõem retratar as fases do sono.

Isso porque os sonhos geralmente acontecem na fase REM, que só ocorre pela primeira vez depois de cerca de 90 minutos dormindo, segundo cita o Instituto do Sono. Essa fase, que só acontece cerca de 25% do tempo que dormimos, se repete várias vezes ao longo da noite, com duração cada vez maior, especialmente na segunda metade da noite quando pode chegar perto de uma hora.

Enquanto isso, o sono em “A Origem” é extremamente homogêneo.

Além disso, outro ponto pouco considerado no filme segundo o NeuWrite West é o fato de que existem estudos que apontam alguns fatores que tornam impossível a invasão de um sonho para implementar ou roubar uma ideia. Isto pois até chegar no sonho, o sono passa por vários estágios, e muitos deles não estão ligados com a memória ou com um pensamento lógico muito apurado.

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“A Origem” tenta relacionar sonhos com o próprio filme

Por outro lado, existe uma interpretação de que o filme é um sonho em si. De acordo com um artigo da revista Wired, assistir um filme e sonhar causam reações parecidas em nosso cérebro. 

Um estudo dos neurocientistas Uri Hasson e Rafael Malach da The Hebrew University aponta que assistir filmes ativas algumas regiões do cérebro que também são ativadas no sonho.

Dentre eles estão o córtex visual e as partes que processam o toque físico.

Assim, ir ao cinema seria o mais próximo de um sono REM que temos acordados. Portanto “A Origem” teria como objetivo colapsar essa linha tênue das reações neurológicas.

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