O Nubank anunciou, nesta quinta-feira (29), que recebeu aprovação condicional do Escritório do Controlador da Moeda dos Estados Unidos para operar como banco no país. A aprovação diz respeito à formação de um novo banco nacional nos EUA, o Nubank N.A. A solicitação havia sido submetida ao órgão regulador americano no dia 30 de setembro de 2025.
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Com a licença, o Nubank poderá operar com serviços como lançamento de contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e custódia de ativos digitais. Para a empresa, que atua como instituição financeira no Brasil desde 2016, a aprovação condicional representa um marco na estratégia de longo prazo da empresa para expandir sua presença operacional e oferta de produtos nos Estados Unidos.
A cofundadora do banco, Cristina Junqueira, deve ser a responsável por liderar a organização nos Estados Unidos. Ela, que considera a obtenção da aprovação “passo significativo em nossa jornada para nos tornarmos uma instituição regulamentada sólida, em conformidade com as normas e competitiva nos EUA” já está no país.
— Estamos ansiosos para oferecer aos nossos futuros clientes nos EUA as experiências financeiras transparentes e eficientes em que mais de 127 milhões de clientes em todo o mundo já confiam — disse.
Segundo o comunicado emitido pelo Nubank, o ex-presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, será o presidente do Conselho de Administração. Agora, o Nubank entra em uma fase de organização bancária, que envolve o cumprimento de condições específicas do Controlador da Moeda dos Estados Unidos.
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Também será necessário obter as aprovações necessárias do FDIC e do Federal Reserve. Durante essa fase, a empresa se concentrará em capitalizar totalmente a instituição em até 12 meses e em inaugurar o banco em até 18 meses, conforme exigido pelos órgãos reguladores, segundo o comunicado.
Para o fundador e CEO da Nu Holdings, David Vélez, a aprovação é uma oportunidade “de comprovar nossa tese de que um modelo digital e centrado no cliente é o futuro dos serviços financeiros em todo o mundo”.
— Embora continuemos totalmente focados em nossos principais mercados no Brasil, México e Colômbia, este passo nos permite construir a próxima geração de serviços bancários nos Estados Unidos — disse.
O processo de regulação nos Estados Unidos é parte de um plano que já havia sido anunciado pela empresa de estabelecer centros estratégicos nos Estados Unidos, em Miami, na região da Baía de São Francisco, no norte da Virgínia e no Triângulo de Pesquisa da Carolina do Norte.
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