Por trás de lugares tão conhecidos quanto Joaquina, Campeche, Ingleses e Armação, existem histórias que passam por pessoas, navios, baleias, inscrições rupestres e versões que atravessaram o tempo na conversa do povo.

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Juntas, elas ajudam a mostrar que a história da Ilha também está espalhada pelo litoral.

Joaquina

A origem do nome da Joaquina nunca foi totalmente fechada em uma única versão, o que combina bastante com Florianópolis. Há histórias que falam de uma jovem apaixonada por um pescador, que teria entrado no mar e se afogado. Outras mencionam uma mulher que tirava do mar o sustento da família e acabou levada pelas ondas. Também há relatos de que Joaquina seria esposa de um português proprietário de lotes na região, além de menções a rendeiras e antigas moradoras ligadas à praia.

Seja qual for a origem exata, o nome ficou. E acabou ajudando a transformar a praia em um dos lugares mais conhecidos da cidade.

Campeche

O Campeche vive entre a explicação histórica e a boa lenda. Uma das versões associa o nome ao pau-campeche, árvore de madeira avermelhada usada como corante e conhecida em outras partes da América. A outra, muito mais presente no imaginário da Ilha, remete à passagem de Antoine de Saint-Exupéry pela região, nos anos 1920. Segundo essa leitura, o nome teria vindo de uma adaptação de champ de pêche, algo como “campo de pesca”, em francês.

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As duas histórias continuam circulando. E talvez essa convivência diga bastante sobre Florianópolis.

Ingleses

Nos Ingleses, o nome parece vir pronto para uma boa narrativa. A explicação mais conhecida remonta ao século 18, quando um navio inglês teria naufragado nas proximidades. Os sobreviventes teriam passado pela região, e o episódio acabou marcando a praia.

Em uma ilha cercada de travessias, o mar nunca foi apenas paisagem.

Armação

A Armação do Pântano do Sul tem uma origem menos lendária e mais ligada à economia colonial. O nome vem das antigas armações baleeiras, estruturas montadas para a caça e o processamento de baleias. Durante o século 18, essa atividade teve importância no litoral catarinense.

O nome ficou como marca desse período e lembra que, muito antes de virar destino de passeio, a região também foi lugar de trabalho.

Santinho

No caso do Santinho, a origem passa por uma inscrição rupestre no costão. A figura gravada na pedra teria sido associada à imagem de um pequeno santo, e a denominação acabou pegando.

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Barra da Lagoa e Praia Mole

Há nomes mais diretos, como Barra da Lagoa, que descreve justamente o encontro entre a lagoa e o mar. A Praia Mole segue a mesma lógica, ela recebeu esse nome por causa da areia fofa e solta.

Os nomes das praias de Florianópolis funcionam como um pequeno arquivo da cidade. Misturam povoamento, oralidade, economia, religião, acidentes marítimos, natureza e imaginação popular.

Em Floripa, até a placa da praia já chega contando história.