Uma avaliação realizada por técnicos da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca, com apoio da Vigilância Sanitária Municipal de Imbituba, revelou que os peixes mortos encontrados na Lagoa do Meio, na Praia do Rosa, podem ter sido vítimas da proliferação acentuada de algas no local. O parecer foi realizada na segunda-feira (9).
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De acordo com a análise preliminar feita em campo, o crescimento excessivo de algas pode ter provocado alterações nas condições da água, como a redução do oxigênio dissolvido, mudanças no pH e aumento da turbidez, comprometendo a sobrevivência da fauna aquática.
O fenômeno pode estar relacionado ao excesso de nutrientes no corpo hídrico, possivelmente decorrente do lançamento de efluentes domésticos sem tratamento adequado. As altas temperaturas registradas nos últimos dias também podem ter contribuído para agravar o cenário.
Durante a apuração, amostras biológicas dos peixes chegaram a ser coletadas para envio à Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina, mas, devido à forte liberação de odor e às condições de armazenamento, o material precisou ser descartado antes da realização de análises laboratoriais.
A secretaria informou que deve intensificar o monitoramento da qualidade da água, com coleta de amostras para análises físico-químicas e microbiológicas, além de reforçar a fiscalização para identificar possíveis lançamentos irregulares de esgoto na bacia da lagoa.
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