A estratégia de fazer corredores humanitários na Ucrânia durante a guerra contra a Rússia tem dado o que falar. Isso porque eles ajudam a salvar civis da destruição e tirá-los do local para que as pessoas consigam continuar a vida.

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Além de evacuar civis, os corredores humanitários também servem como local para passagem de comida e medicamentos para quem luta na guerra, ajudando os combatentes a continuarem na zona de conflito.

O que é um corredor humanitário

Em um corredor humanitário ficam abrigados civis que tentam fugir da zona de conflito de um país. Lá não é permitido haver qualquer tipo de bombardeio ou ação militar. O lugar deve ser o mais seguro durante um conflito.

Como dito anteriormente, além de ser um espaço para abrigar e permitir que pessoas fujam dos conflitos, o local também recebe remédios e alimentos, tendo um papel importante em estratégias militares.

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As Nações Unidas consideram estes locais uma das várias formas possíveis de uma pausa temporária em um conflito armado que ocasiona uma guerra. Eles são necessários quando as cidades estão sitiadas e a população está sem suprimentos básicos de alimentos, eletricidade e água.

Tábua de madeira vira 'corredor humanitário' improvisado na Ucrânia
Tábua de madeira vira ‘corredor humanitário’ improvisado na Ucrânia (Foto: Dimitar DILKOFF / AFP)

No entanto, os corredores humanitários também podem ter um outro papel. Ele pode ser utilizado para contrabando de armas e combustível para cidades sitiadas, onde não há como passar.

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Quem define um corredor humanitário?

Os corredores humanitários costumam ser definidos pelos países que estão em conflito e pela Organização das Nações Unidas (ONU). Como todos os lados precisam concordar em estabelecer os corredores, existe o risco de abuso militar ou político.

Quem tem acesso aos corredores humanitários?

Estes locais podem ser usados ​​por observadores da ONU, por ONGs e por jornalistas para obter acesso a áreas contestadas onde crimes de guerra estão sendo cometidos. Além dos civis que tentam fugir do conflito e dos desabrigados que buscam um local seguro para ficar.

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O acesso aos corredores humanitários costuma ser determinado pelas partes em conflito. Geralmente, é limitado a atores neutros, a ONU ou organizações de ajuda como a Cruz Vermelha. Eles também determinam o tempo, a área e quais meios de transporte – caminhões, ônibus ou aviões – podem usar o corredor.

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Civis deixam a Ucrânia em corredor humanitário

 A Rússia abriu nesta terça-feira (8) novos corredores humanitários para retirada de civis na Ucrânia. Moradores de Sumi (nordeste) e Irpin (próxima a Kiev) conseguiram deixar as cidades, de acordo com autoridades ucranianas.

O acordo para cessar-fogo temporário entrou em vigor às 10h (4h em Brasília). Pouco depois, o governo ucraniano divulgou imagens de civis embarcando em um ônibus de comboio humanitário.

Além de Sumi, foram planejados corredores humanitários na capital Kiev e outras três cidades ucranianas: Tcherhihiv, Kharkiv e Mariupol, segundo a agência de notícias Interfax.

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A operação para a retirada dos moradores foi acordada nesta segunda (7), durante a terceira rodada de negociações sobre o conflito. Antes, a organização de corredores humanitários em cidades ucranianas, acordada na segunda reunião de negociações, fracassou devido à continuação dos ataques.

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Imagens dos primeiros ataques da Rússia à Ucrânia

Homem usa tapete para cobrir o corpo de uma vítima de bombas russas
Homem usa tapete para cobrir o corpo de uma vítima de bombas russas – (Foto: Aris Messinis / AFP)
Explosão em Kiev, capital da Ucrânia.
Explosão em Kiev, capital da Ucrânia. – (Foto: Gabinete do Presidente da Ucrânia / Divulgação)
O corpo de um foguete preso em um apartamento após recente bombardeio nos arredores do norte de Kharkiv em 24 de fevereiro de 2022.
O corpo de um foguete preso em um apartamento após recente bombardeio nos arredores do norte de Kharkiv em 24 de fevereiro de 2022. – (Foto: Sergey Bobok / AFP)
Bombeiros trabalham em um incêndio em um prédio após bombardeios na cidade de Chuguiv, no leste da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, enquanto as forças armadas russas tentam invadir a Ucrânia de várias direções, usando sistemas de foguetes e helicópteros para atacar a posição ucraniana no sul, segundo o serviço de guarda de fronteira.
Bombeiros trabalham em um incêndio em um prédio após bombardeios na cidade de Chuguiv, no leste da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, enquanto as forças armadas russas tentam invadir a Ucrânia de várias direções, usando sistemas de foguetes e helicópteros para atacar a posição ucraniana no sul, segundo o serviço de guarda de fronteira. – (Foto: Aris Messinis / AFP)
Fumaça preta sobe de um aeroporto militar em Chuhuiv, perto de Kharkiv, em 24 de fevereiro de 2022.
Fumaça preta sobe de um aeroporto militar em Chuhuiv, perto de Kharkiv, em 24 de fevereiro de 2022. – (Foto: Aris Messinis / AFP)
Pessoas ficam do lado de fora de um prédio destruído após bombardeios na cidade de Chuguiv, no leste da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, enquanto as forças armadas russas tentam invadir a Ucrânia de várias direções, usando sistemas de foguetes e helicópteros para atacar a posição ucraniana no sul, o guarda de fronteira serviço disse. As forças terrestres da Rússia na quinta-feira cruzaram para a Ucrânia de várias direções.
Pessoas ficam do lado de fora de um prédio destruído após bombardeios na cidade de Chuguiv, no leste da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, enquanto as forças armadas russas tentam invadir a Ucrânia de várias direções, usando sistemas de foguetes e helicópteros para atacar a posição ucraniana no sul, o guarda de fronteira serviço disse. As forças terrestres da Rússia na quinta-feira cruzaram para a Ucrânia de várias direções. – (Foto: Aris Messinis / AFP)
Pessoas, algumas carregando sacolas e malas, caminham em uma estação de metrô em Kiev no início de 24 de fevereiro de 2022.
Pessoas, algumas carregando sacolas e malas, caminham em uma estação de metrô em Kiev no início de 24 de fevereiro de 2022. – (Foto: Daniel Leal / AFP)
Um militar ucraniano vigia uma posição na linha de frente com separatistas apoiados pela Rússia perto da cidade de Schastia, perto da cidade de Lugansk, no leste da Ucrânia, em 23 de fevereiro de 2022.
Um militar ucraniano vigia uma posição na linha de frente com separatistas apoiados pela Rússia perto da cidade de Schastia, perto da cidade de Lugansk, no leste da Ucrânia, em 23 de fevereiro de 2022. – (Foto: Anatolii Stepanov / AFP)
Equipes de resgate trabalham no local do acidente da aeronave Antonov das Forças Armadas da Ucrânia na região de Kiev
Equipes de resgate trabalham no local do acidente da aeronave Antonov das Forças Armadas da Ucrânia na região de Kiev – (Foto: Press service of the Ukrainian State Emergency)
Militares ucranianos se preparam para repelir um ataque na região de Lugansk, na Ucrânia
Militares ucranianos se preparam para repelir um ataque na região de Lugansk, na Ucrânia – (Foto: Anatolii Stepanov/AFP)

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*Com informações de g1 e Folhapress

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