O ronco das motocicletas que ecoou em Itapiranga neste fim de semana não foi de celebração, mas de despedida. Em meio à comoção, familiares, amigos e admiradores deram o último adeus a Milton “Chumbinho” Becker, um dos maiores nomes da história do motocross brasileiro, que morreu em um acidente de trânsito no Oeste de Santa Catarina.

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A despedida reuniu motogrupos de toda a região, ex-pilotos, autoridades e fãs que fizeram questão de homenagear o atleta que marcou gerações dentro e fora das pistas. O velório ocorreu no Complexo Oktober, em Itapiranga, e o sepultamento foi marcado por um momento simbólico: o som das motocicletas acompanhou a despedida do ídolo.

Como ocorreu o acidente?

O acidente aconteceu por volta das 16h30 deste sábado (31), na SC-305, em Campo Erê, quando Chumbinho conduzia uma Yamaha MT-09 Tracker, com placas de Iporã do Oeste. Segundo o Corpo de Bombeiros, o piloto perdeu o controle da motocicleta, saiu da pista e caiu em uma ribanceira ao lado de uma ponte.

Ao chegarem ao local, os socorristas constataram que Milton Becker já estava sem vida.

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Qual a causa do acidente?

De acordo com a Polícia Militar Rodoviária (PMRv), a suspeita é de que o acidente tenha ocorrido em razão do excesso de velocidade, aliado às más condições da via. O limite máximo permitido no trecho é de 40 km/h. Isso, no entanto, ainda deve ser investigado.

Quem era Chumbinho Becker?

Natural de Itapiranga, no Oeste de Santa Catarina, Milton “Chumbinho” Becker construiu uma carreira histórica no motocross nacional. Considerado uma verdadeira lenda do esporte, acumulou mais de 70 títulos ao longo da trajetória, entre eles 27 títulos de Campeão Brasileiro de Motocross e Supercross, além de nove títulos catarinenses, dois paranaenses e dois mato-grossenses.

Ele anunciou a aposentadoria como piloto profissional no final de 2018, mas permaneceu ligado ao motociclismo, participando de eventos e acompanhando de perto o esporte que ajudou a fortalecer no país.

Quem se manifestou sobre a morte?

A morte de Chumbinho gerou grande repercussão e foi lamentada nas redes sociais por amigos, fãs e admiradores. “Você fará muita falta. Nosso Ayrton Senna do motocross”, escreveu um internauta. “Que grande perda para o motocross catarinense. Que Deus conforte o coração da família e dos amigos”, comentou outro.

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Em nota oficial, a Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM) destacou o legado deixado pelo piloto e lamentou profundamente a perda. A entidade afirmou que a partida de Chumbinho deixa “um vazio imenso nas pistas” e que ele será lembrado como um competidor incansável e um verdadeiro embaixador do motociclismo brasileiro.

Despedida marcada por emoção

O funeral foi marcado por intensa comoção. Além de familiares e amigos, participaram da despedida diversos ex-pilotos, especialmente do Oeste catarinense, além de representantes de motogrupos como os Mongóis do Asfalto, de Itapiranga, e os Cães do Asfalto, de São Miguel do Oeste.

Autoridades políticas da região também estiveram presentes, assim como representantes de entidades esportivas, entre elas a Federação Catarinense de Motociclismo e a Confederação Brasileira de Motociclismo, que enviaram homenagens ao atleta.

Homenagem do irmão

O irmão de Chumbinho, Elton Becker, ex-piloto profissional de motocross, prestou uma homenagem emocionante nas redes sociais. Na publicação, ele afirmou ter perdido uma referência e um ídolo, destacando os aprendizados e a convivência dentro e fora das pistas.

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“Perdi meu irmão, meu amigo, meu ídolo, minha referência. Parte de quem eu sou foi construída ao teu lado. Aprendi tanto contigo dentro e fora das pistas”, escreveu Elton.