O que se sabe sobre a morte do “Hipster da Federal”

Policial ficou conhecido na internet após escoltar Eduardo Cunha e foi morto ao invadir uma casa em Goiás

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Lucas Valença foi morto após invadir uma residência na região central de Goiás (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O policial federal conhecido como “hipster da Federal”, foi morto na noite da última quarta-feira (2), em Buritinópolis, região central de Goiás, após invadir uma casa na zona rural e ser baleado pelo morador. Lucas Soares Dantas Valença, de 36 anos, ficou conhecido nacionalmente após escoltar Eduardo Cunha na Operação Lava Jato. 

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Familiares e amigos do policial disseram à Polícia Militar que Valença estava tendo um surto psicótico desde o dia anterior ao crime. Do lado de fora da residência, o homem teria gritado que “havia um demônio” na casa antes de desligar o disjuntor de energia do lado de fora e arrombar a porta da sala, segundo apurou o g1. 

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O que aconteceu após a invasão?

Lucas foi baleado na barriga com uma espingarda. Segundo a ocorrência, após atirar, o morador acionou a Polícia Militar e uma ambulância de Buritinópolis que foi ao local, mas o policial já estava morto quando a equipe chegou. O corpo foi levado ao Instituto Médico Legal.

Relato do atirador

O atirador relatou à polícia que ouviu barulho de gente em volta da casa e gritos com diversos xingamentos. Diante da escuridão e com medo, o morador avisou que estava armado. No entanto, segundo ele, o homem invadiu o imóvel – momento em que atirou em direção do invasor com uma espingarda. 

Após religar o disjuntor de energia, ele viu a vítima baleada. 

O homem alegou à polícia que não sabia quem era o homem e que teria agido em legítima defesa. Segundo o delegado que atende o caso, o morador foi preso por posse irregular de arma de fogo, mas pagou fiança e aguarda a investigação em liberdade. 

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As investigações

A Polícia Civil disse que só irá dar mais informações sobre o caso quando as investigações forem concluídas.

O Instituto de Criminalística da Polícia Civil esteve na chácara para fazer a perícia da cena do crime. O IML de Posse fez o exame cadavérico, que vai apontar as causas da morte.

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Em nota, a Polícia Federal disse que “acompanha as investigações e presta todo apoio”. A PF disse ainda que não divulga informações pessoais e funcionais de servidores.

Quem era o “Hipster da Federal”

Lucas Valença viralizou entre os internautas em 2016, quando apareceu com a equipe que fazia a escolta do então deputado Eduardo Cunha que foi preso na Operação Lava Jato. No vídeo que circulou nas redes sociais, o policial aparece no momento em que o deputado era levado ao avião da Polícia Federal para Curitiba. 

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O homem chegou a participar de programas de televisão e conceder diversas entrevistas após a repercussão. Valença trabalhou na equipe de polícia que fez buscas pelo serial killer Lázaro Barbosa em junho de 2021. 

*Com informações de g1

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