O humorista Cristiano Pereira da Silva, conhecido como Cris Pereira, foi condenado a 18 anos, 4 meses e 15 dias de prisão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável. A decisão, confirmada pela Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), tem relação com um caso ocorrido em 2021, envolvendo uma criança de três anos. Detalhes do processo são mantidos sob restrição, por conta do sigilo, já que envolve menores de idade. As informações são do g1.

Continua depois da publicidade

Quem é Cris Pereira?

Mas, afinal, o que já se sabe sobre o caso envolvendo Cris Pereira, que acumula milhões de seguidores nas redes sociais, incluindo 1,4 milhão só no Instagram e mais de 2 milhões no Facebook? 

O crime teria acontecido em meados de 2021, quando a vítima, uma menina hoje com sete anos de idade, teria três anos. Não há detalhes sobre o contexto da violência sexual praticada contra ela, já que o caso corre sob sigilo. Advogados da família da vítima relataram, ao g1, que a condenação, confirmada nesta semana por unanimidade em segunda instância, “escancara a gravidade de um caso emblemático de violência sexual”.

À GZH, o advogado Rodrigo Saverino, que atua como assistente de acusação, disse que os desembargadores do TJRS reverteram a decisão anterior com base nas perícias e análises clínicas feitas à época. 

Ainda cabe recurso à decisão e a defesa de Cris Pereira afirma que o humorista é inocente, e que o artista foi inocentado em primeira instância, quando a Justiça “reconheceu a ausência de provas quanto à existência do fato ou mesmo de autoria, inocentando ele”. A nota oficial da defesa diz, ainda, que “serão adotadas as medidas judiciais cabíveis perante as instâncias superiores, com a firme convicção de que a verdadeira justiça prevalecerá, e manterá a absolvição decretada pelo juízo de primeiro grau a Cristiano Pereira”.

Continua depois da publicidade

Cris Pereira tem mais de 30 anos de carreira e é conhecido pelo personagem Jorge da Borracharia, do programa “A Praça é Nossa”, do SBT. Ele também atua com stand-up comedy e como influenciador nas redes sociais.

O que diz a defesa de Cris Pereira

“Em razão de recentes informações veiculadas na imprensa sobre o respeitado artista Cris Pereira, a respeito de processo que tramita sob segredo de justiça, cumpre esclarecer:

O Sr. Cristiano Pereira foi absolvido em primeiro grau, ocasião em que a sentença reconheceu a ausência de provas quanto à existência do fato ou mesmo de autoria, inocentando ele. Todos os laudos periciais oficiais produzidos pelos peritos do Departamento Médico Legal do RS, confirmaram a inexistência do fato, tendo, inclusive, o delegado responsável à época, além de não indiciar, foi testemunha de defesa, firmando convicção técnica e jurídica de que não houve nenhum fato. (…)*

No julgamento em segundo grau, contudo, houve decisão que contrariou as provas periciais produzidas em juízo, conferindo peso a atestados particulares apresentados pela assistência da acusação, documentos estes produzidos unilateralmente, sem a observância do contraditório e da ampla defesa. Importa ressaltar que, até o presente momento, não houve acesso ao inteiro teor do acórdão, que ainda não foi publicado com a decisão oficial do TJ-RS, estando as informações limitadas ao que foi divulgado durante a sessão de julgamento, cujo processo corre em segredo de justiça.

Continua depois da publicidade

Diante desse cenário, serão adotadas as medidas judiciais cabíveis perante as instâncias superiores, com a firme convicção de que a verdadeira justiça prevalecerá, e manterá a absolvição decretada pelo juízo de primeiro grau a Cristiano Pereira. Destaca-se que, nos termos da Constituição Federal, deve permanecer integro o principio da presunção de inocência até o trânsito em julgado, o que ainda não ocorreu.

Mantemos plena confiança no reconhecimento do equivoco de julgamento no TJ-RS, visto que nenhuma das provas efetivamente produzidas sob o crivo do contraditório e da ampla defesa – e analisadas na sentença absolutória de primeiro grau – foi devidamente apreciada no julgamento de segunda instância.

Temos plena convicção da inocência de Cristiano Pereira, e confiamos no Poder Judiciário.”