Há poucos anos, a rotina da família Hartmann, no interior de Seara, no Oeste de Santa Catarina, era marcada por dificuldades para equilibrar as contas e manter a produção de leite competitiva. Com desafios relacionados à alimentação do rebanho, manejo e organização financeira, o futuro da atividade era cercado de incertezas.
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Hoje, a realidade é outra. Sem aumentar o número de animais, a propriedade praticamente triplicou a produção mensal de leite, passou de 6 mil para até 20 mil litros por mês, organizou as finanças e voltou a investir no crescimento da atividade.
A mudança começou com a adesão à Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Sistema Faesc/Senar, que acompanha propriedades rurais em diferentes regiões de Santa Catarina.
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— Não aumentamos o plantel. Apenas colocamos em prática, mês a mês, aquilo que o técnico nos orientava. Com o mesmo número de animais conseguimos melhorar muito a produção — conta a produtora Eloide Hartmann.
Na propriedade da Linha Ariranhazinha, Jonas Gustavo Hartmann trabalha ao lado da esposa Eloide, do irmão Jean e dos pais, Egon e Secy. O leite é a principal atividade da família, que também investe na criação de ovinos.
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A decisão de buscar apoio técnico surgiu após os bons resultados obtidos em outra atividade da propriedade.
— Tivemos uma experiência muito positiva na ovinocultura e percebemos que o mesmo acompanhamento poderia fazer diferença também na produção de leite. Procuramos o Sindicato Rural de Seara e entramos em uma turma da ATeG — lembra Jonas.
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Mudanças no manejo refletiram na produtividade
O trabalho começou pela reorganização da propriedade. Técnicos orientaram a família sobre planejamento da produção, manejo das pastagens, alimentação do rebanho, divisão dos piquetes, monitoramento da produção e gestão financeira.
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Os resultados apareceram rapidamente. A produção mensal saltou de cerca de 6 mil litros para 14 mil litros, depois atingiu 16 mil, 18 mil e, em determinados períodos, chegou à marca de 20 mil litros, mantendo praticamente o mesmo número de animais.
Além do aumento da produtividade, a propriedade passou a adotar melhorias como instalação de bebedouros próximos à sala de ordenha, adequação nutricional do rebanho e manejo mais eficiente das áreas de pastagem.
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Outro avanço ocorreu na gestão financeira. Antes, a família não mantinha um controle detalhado dos custos da atividade. Hoje, consegue acompanhar receitas, despesas e planejar investimentos com mais segurança.
— Agora sabemos exatamente o que entra e o que sai da propriedade. Isso nos dá tranquilidade para tomar decisões e investir — afirma Jonas.
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Exemplo de um setor que cresce em Santa Catarina
A história da família Hartmann representa uma realidade vivida por milhares de produtores catarinenses. Santa Catarina ocupa atualmente a quarta posição entre os maiores produtores de leite do Brasil, com aproximadamente 3,5 bilhões de litros produzidos por ano, segundo dados da Epagri/Cepa.
A atividade está presente principalmente em pequenas e médias propriedades rurais e representa uma das principais fontes de renda para famílias do campo, além de movimentar toda a cadeia agroindustrial.
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De acordo com o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, o crescimento da produção é resultado da combinação entre tecnologia, melhoramento genético, sanidade animal, alimentação adequada e gestão profissional das propriedades.
Segundo ele, a Assistência Técnica e Gerencial tem contribuído para acelerar esse processo ao levar conhecimento técnico e acompanhamento contínuo aos produtores.
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Planejamento para continuar crescendo
Com a propriedade financeiramente mais organizada, a família Hartmann já pensa nos próximos passos. Os investimentos agora estão voltados ao melhoramento genético do rebanho e à ampliação das estruturas de conforto para os animais, como áreas de sombreamento e novos pontos de água.
Para o técnico de campo Cleverson Percio, que acompanha a propriedade, o desempenho alcançado é consequência direta da aplicação das recomendações técnicas e do comprometimento da família.
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Já o supervisor da ATeG, Fernando da Silveira, destaca que o caso demonstra como assistência técnica, gestão e planejamento podem transformar a realidade das propriedades rurais, aumentando a eficiência e tornando a atividade mais sustentável.
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