A primeira coisa que uma pessoa que está começando a dirigir pensa quando ouve uma buzinada é que estão reclamando com ela. Em alguns casos, principalmente quando o som vem em dois toques rápidos e leves, o recado pode ser justamente o contrário: um “obrigado”.
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Esse tipo de sinal informal é comum quando um motorista dá passagem, facilita uma entrada, permite uma conversão ou age com gentileza em uma situação de trânsito. Em vez de acenar com a mão, há quem use duas buzinadas curtas como forma de agradecimento.
Na linguagem informal dos motoristas, duas buzinadas rápidas geralmente indicam agradecimento. É aquele “valeu” sonoro depois que alguém deixa o carro entrar na faixa, abre espaço em uma rua apertada ou facilita uma manobra.
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Buzinada não é livre
Apesar de o costume das duas buzinadas existir entre motoristas, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não trata esse sinal como uma regra oficial. O que a lei diz, no artigo 41, é que a buzina só pode ser usada em toque breve em duas situações: para fazer advertências a fim de evitar uma batida ou, fora das áreas urbanas, para avisar outro condutor sobre a intenção de ultrapassá-lo.
Já o artigo 227 do CTB lista os casos em que o uso da buzina vira infração. É proibido buzinar de forma prolongada ou sucessiva, usar o equipamento entre 22h e 6h, desrespeitar locais e horários proibidos por sinalização. A infração é considerada leve e prevê multa de R$ 88,38, além de 3 pontos na CNH.
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Outros sinais comuns com a buzina
Um toque rápido pode ser usado como cumprimento, despedida ou alerta leve. Já uma buzinada mais forte costuma indicar risco, susto ou tentativa de chamar atenção para evitar uma batida. Três toques curtos, em alguns contextos, podem servir como aviso de chegada, especialmente em frente a casas, condomínios ou locais de entrega.
O problema é que esses códigos não são oficiais. Dependem do contexto, do tom da buzinada e até do humor de quem está ouvindo. Isso pode variar, inclusive, de uma cidade para outra. Por isso, duas buzinadas rápidas depois de uma gentileza tendem a significar agradecimento. Mas duas buzinadas impacientes no congestionamento podem ser só pressa mesmo.
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No fim, vale o bom senso
A buzina nasceu como item de segurança, não como ferramenta para extravasar irritação. Quando usada com moderação, pode ajudar a evitar acidentes e até comunicar um gesto de gentileza. Quando usada em excesso, vira ruído, estresse e pode render multa.
Se você deu passagem e ouviu duas buzinadas curtinhas logo depois, pode ficar tranquilo. Provavelmente era só um “valeu” em idioma de motorista.
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