O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa nesta terça-feira (23) da entrega da primeira etapa das obras da Nova Serra das Araras, na Via Dutra, no Rio de Janeiro. Considerada uma das principais intervenções rodoviárias em andamento no país, a obra recebeu investimento de R$ 1,5 bilhão para modernizar um trecho projetado na década de 1940 e deve ser concluída em 2027, dois anos antes do prazo inicialmente previsto.

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O projeto contempla 16 quilômetros de novas pistas, sendo oito quilômetros em cada sentido, com quatro faixas de rolamento por direção, 24 viadutos, duas rampas de escape para caminhões, três passarelas de pedestres, iluminação em toda a extensão e cobertura de internet 4G. A expectativa é ampliar a segurança e a fluidez em um trecho por onde circulam cerca de 390 mil veículos por mês, dos quais 36% são de carga.

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Obras integram processo de modernização da Via Dutra

Nesta primeira fase, será liberado um trecho de quatro quilômetros da pista de subida, no sentido São Paulo. O segmento conta com quatro faixas de rolamento, acostamento, faixas de segurança, iluminação e oito novos viadutos.

As obras integram o processo de modernização da Via Dutra, principal corredor rodoviário entre Rio de Janeiro e São Paulo. Segundo o governo federal, o projeto já ultrapassou 70% de execução física após dois anos de trabalhos realizados em 34 frentes simultâneas e com mais de 2 mil trabalhadores diretos.

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Com a conclusão da obra, a velocidade operacional máxima no trecho passará dos atuais 40 km/h para até 80 km/h. A previsão é de redução de até 25% no tempo de viagem na pista de subida, em direção a São Paulo, e de até 50% na pista de descida, sentido Rio de Janeiro.

A intervenção faz parte de um conjunto mais amplo de investimentos na concessão da Via Dutra e da Rio-Santos, que somam R$ 10,7 bilhões em financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O projeto abrange 625,8 quilômetros de rodovias, conectando 34 municípios entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Além dos impactos logísticos, a obra deve gerar cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos e inclui a implantação da chamada Praça das Frutas, espaço destinado à comercialização de produtos de agricultores da região da Serra das Araras.