Uma obra paralisada virou alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) na manhã desta segunda-feira (29). Prédio teria começado a ser construído em São Bento do Sul, no Planalto Norte catarinense, com o intuito de atrair investidores e compradores sob a promessa de obterem lucros expressivos a partir de seus aportes financeiros. Dois empresários foram presos.
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Segundo o Gaeco, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva contra empresários envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro nas cidades de São Bento do Sul, Campo Alegre, Itapoá e Joinville.
Como funcionou o esquema ilegal alvo do Gaeco
A investigação apurou que a construção de um edifício na cidade de São Bento do Sul teria sido utilizada por um grupo de pessoas para atrair investidores e compradores sob a promessa de obterem lucros expressivos a partir de seus aportes financeiros.
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As apurações identificaram que apesar de a obra ter efetivamente iniciado, após um certo período foi paralisada, causando prejuízo aos investidores e compradores, que não conseguiam uma resposta clara dos construtores. Em contrapartida, os empresários continuavam ostentando um padrão de vida que não refletia a realidade do empreendimento que gerenciavam.
De acordo com o Gaeco, as investigações apuraram uma confusão patrimonial entre as pessoas físicas e jurídicas envolvidas no empreendimento, além da possível utilização de mecanismos de lavagem de dinheiro e adoção de táticas de negócio que configurariam uma pirâmide financeira, que culminaram na paralisação das obras do empreendimento.
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Na manhã desta segunda-feira (29) foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados às empresas envolvidas, além da prisão preventiva dos seus dirigentes, sequestro de veículos, bens móveis, imóveis e de ativos financeiros. Essa apreensão deve garantir disponibilidade para ressarcimento às vítimas em razão dos crimes investigados. A investigação tramita em sigilo.
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