A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do grave acidente com um ônibus de turismo paraguaio ocorrido na madrugada de quarta-feira (15), na SC-492, entre Maravilha e São Miguel da Boa Vista, no Oeste de Santa Catarina. A tragédia deixou quatro mortos e cerca de 40 feridos.
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Segundo o delegado da Comarca de Maravilha, João Luiz Miotto, o motorista foi ouvido ainda no local do acidente e apresentou sua versão dos fatos. Ele afirmou que o ônibus apresentou uma falha mecânica e que o sistema de freios deixou de funcionar momentos antes do tombamento.
Apesar da declaração, o delegado ressalta que a informação ainda depende de confirmação técnica.
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— Essa circunstância ainda será esclarecida pela perícia da Polícia Científica. Somente os laudos poderão confirmar ou não a existência de uma falha mecânica no veículo — explicou.
Testemunhas apontam possível excesso de velocidade
Além da versão apresentada pelo motorista, a Polícia Civil também trabalha com os relatos de passageiros e testemunhas que estavam no ônibus.
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De acordo com Miotto, algumas pessoas relataram que o coletivo trafegava em velocidade elevada e apresentava instabilidade momentos antes do acidente.
— Testemunhas informaram que o ônibus balançava de uma maneira estranha e que algumas pessoas chegaram a ficar preocupadas com a forma como o veículo estava sendo conduzido antes do acidente— afirmou.
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A apuração busca esclarecer se o excesso de velocidade, uma eventual falha mecânica ou outros fatores contribuíram para a saída de pista e o tombamento.
Motorista responde por homicídio culposo
Após ser ouvido na condição de investigado, o motorista responderá, inicialmente, pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.
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Com a confirmação da quarta morte, a investigação será atualizada para refletir o novo número de vítimas fatais. Segundo o delegado, novas oitivas serão realizadas nos próximos dias, incluindo o interrogatório formal do condutor e o depoimento de testemunhas.
Apoio às vítimas e contato com a Embaixada
Além da investigação criminal, a Polícia Civil atuou em conjunto com outros órgãos no atendimento às vítimas. Conforme Miotto, houve contato direto com a Embaixada do Paraguai para agilizar a liberação e o traslado dos corpos.
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As equipes também auxiliaram na retirada e devolução dos pertences pessoais dos passageiros e prestaram apoio humanitário para que as vítimas pudessem retornar ao país de origem com segurança e dignidade.
A Polícia Civil aguarda agora os laudos da Polícia Científica e demais documentos que irão subsidiar o inquérito e esclarecer as causas do acidente.
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