O bloco Onodi, realizado tradicionalmente no Campeche, em Florianópolis, fez muitos foliões irem até a Rua da Capela e a Avenida Campeche para comemorar o Carnaval neste domingo (15). Três trios elétricos conduziram a multidão a partir das 17h, seguindo noite adentro.

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Desde 2005, o bloco homenageia pessoas ou entidades consideradas importantes para a história do bloco. Neste ano, a homenageada foi a Sociedade Esportiva Recreativa Campinas, espaço utilizado para atividades sociais e projetos esportivos no Campeche. De acordo com os organizadores do bloco, a SERC é “um ponto de encontro essencial para quem vive o Campeche no dia a dia”, e a homenagem tem como objetivo celebrar “sua trajetória e sua contribuição para a cultura e a identidade do nosso bairro”.

O primeiro bloco foi voltado para o público infantil, às 15h, com o DJ Juan, enquanto o segundo teve a presença da banda Onodi, às 16h, e o terceiro, a Banda Deca Rafael, às 17h.

Veja fotos do bloco

História do Onodi

O Onodi surgiu em 1998 como uma necessidade de mudar o Carnaval de Florianópolis, criando um local com características manezinhas de manifestações culturais, incluindo o sotaque e as famosas histórias que rodeiam a Ilha.

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Foram foliões de Carnaval “com boas intenções”, segundo a história contada pelo bloco, que tomaram a iniciativa. Mas por que Onodi?

O nome vem em homenagem ao cachorrinho de um dos integrantes do grupo. Quando perguntado qual era o nome do animal, um presente de um manezinho da Ilha, foi respondido com “ô no di!”. Ao todo, 40 pessoas se reuniram e deram R$ 10 cada para a Banda Nossa Senhora da Lapa arrumar os instrumentos e tomar a frente do bloco, já em 1999.

Desde então, o bloco não parou mais. Em 2001, o Onodi entrou nas ruas do Campeche pela primeira vez com um tema definido para a festa: Uma Odisséia no Campeche. Depois, a partir de 2005, passou a homenagear pessoas queridas pelo bloco, como Francisco Bregue, o Seu Chico.