Esta quarta-feira (1º) marcou a fase final da operação planejada para desarticular um grupo apontado por furtar, adulterar e enviar caminhões-tratores e semirreboques de Santa Catarina até o Paraguai. Mandados de prisão preventiva e de busca foram cumpridos nesta manhã em Itajaí e Navegantes, no Litoral Norte catarinense.
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A operação Cavalo Paraguaio da Polícia Civil já tinha vindo à tona em junho do ano passado, quando nove mandados de prisão e 11 de busca e apreensão foram cumpridos em Sangão e Tubarão, no Sul de Santa Catarina, e em Maringá e Santa Terezinha de Itaipu, no Paraná.
Nesta quarta, o objetivo foi responsabilizar os últimos dois integrantes identificados, responsáveis pela logística do envio dos veículos ao exterior. A investigação aponta o grupo criminoso como o mais atuante e estruturado em Santa Catarina no furto de caminhões e semirreboques.
Os membros da organização, residentes em Santa Catarina, faziam levantamentos em pátios de oficinas mecânicas e postos de combustíveis, repassando informações para comparsas no Paraguai. A partir disso, eram organizados comboios de motoristas e caminhões-tratores que se deslocavam até o Sul do Estado para a prática dos furtos.

Após desativarem sistemas de segurança e monitorarem os alvos, os criminosos invadiam os pátios, acoplavam os caminhões aos semirreboques ou subtraíam os conjuntos completos, seguindo viagem até o Paraguai. Durante o percurso, substituíam as placas originais por placas paraguaias e realizavam constantes inspeções para detectar e remover eventuais rastreadores.
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O nome da operação faz referência ao modus operandi do grupo criminoso, já que os integrantes atravessavam a fronteira do Paraguai com caminhões-tratores (“cavalos mecânicos”) para buscar veículos furtados e adulterados em território catarinense, retornando posteriormente ao país vizinho com os bens subtraídos.

