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Startup Summit 2019

Os desafios do setor de tecnologia em Santa Catarina 

Escassez da mão de obra e de investidor-anjo atravancam o crescimento do ecossistema tecnológico catarinense 

16/08/2019 - 18h04 - Atualizada em: 16/08/2019 - 18h31

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Beatriz
Por Beatriz Cerino
Daniel Leipnitz, presidente da Acate
Daniel Leipnitz, presidente da Acate
(Foto: )

O ecossistema de tecnologia em Santa Catarina passa por transformações e cresce em ritmo acelerado. O que na década de 80 acontecia basicamente na capital do Estado, hoje já se espalha com força em quatro das seis macrorregiões catarinenses. Além de Florianópolis, Joinville, Blumenau e, mais recentemente, Chapecó, fazem parte dessa comunidade que só cresce organicamente.

Os números do setor são impactantes: o faturamento médio do segmento no Estado lidera o ranking entre os seis maiores polos de tecnologia do Brasil, e atinge R$ 15,8 bilhões segundo dados da Acate.

Entretanto, esse crescimento enfrenta desafios

— Temos muita vaga em aberto e esse é um dos nossos principais entraves. Precisamos divulgar o que temos aqui, entrar no mapa de inovação mundial, para atrair essa mão de obra — afirma Daniel Leipnitz, presidente da Acate.

Além dessa aproximação com o mercado de trabalho, Alexandre Souza, gestor do projeto Startup SC do Sebrae, destaca a deficiência de investidor-anjo para alavancar startups iniciantes no Estado.

— A gente ainda precisa de mais anjos. Temos sim diversos fundos, mas na camada do anjo ainda poderíamos criar novos empreendedores. Falta um start inicial para grandes ideias que estão surgindo por aqui — destaca Alexandre.

Tecnologia de desenvolvimento regional

Um diferencial do ecossistema de tecnologia catarinense é a diversificação de segmentos. Enquanto comunidades internacionais de inovação concentram determinados temas de produção, como redes sociais e marketing, Santa Catarina dispõe de pluralidade de iniciativas.

Temos startups resolvendo problemas locais
Temos startups resolvendo problemas locais
(Foto: )

— Nós temos startups resolvendo problemas locais, como agrotechs em Chapecó ou fortes empresas de tecnologia industrial, principalmente em Joinville. Por um lado, é um movimento muito importante de inovações que resolvem dores do nosso Estado, mas ainda podemos amadurecer nesses projetos — aponta Alexandre.

Como resultado, 5,8% do PIB catarinense é formado pelos esforços desses empreendedores que buscam estar fora da curva para fazer de Santa Catarina destaque em inovação no Brasil.

Para incentivar esse desenvolvimento, os governos - locais e estadual - oferecem parcerias, como empréstimo de espaços públicos para realização de eventos ou a redução do Imposto sobre Serviço (ISS), que é o menor do país atualmente.

​Veja aqui mais sobre o Startup Summit 2019.​

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