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Tem hixtória

Os Manés: Por que Palhoça merece respeito

Coluna assinada pelos nativos Rodrigo Stüpp e Jorge Jr. será publicada todas as terças e sextas-feiras no jornal e no site da Hora de Santa Catarina

24/04/2015 - 04h08 - Atualizada em: 24/04/2015 - 12h08

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Por Redação NSC
Primeiro contato do branco com Índiod carijó na região foi no Maciambú
Primeiro contato do branco com Índiod carijó na região foi no Maciambú
(Foto: )

Mô Sagrado, tá cheio de caco de Flonópsh escangalhando com quem mora na Palhoça, pior do que fázi com quem mora em São José, não tem? Mas ó, nós vão conta umas coisa pra ti, palhocense, que vásh botá as canjica de fora e batê no peito até ficá com pianço de tanto orgulho dijaôji, dia em que a cidade tá de neversário de 121 anos. Ixpia:

Naufrágio histórico

Segundo historiadores como o monstro João Carlos Mosimann, ali no Maciambu ali, viviam os índios carijó que socorreram náufragos de uma expedição em 1516. Era um barco que tava voltando do Rio da Prata (entre o que hoje terra dos hermanos, Argentina e Uruguai). Eles ficaram pra trás e ali pela baía de Naufragados (o nome ajuda, né, ô!) emborcaram.

Mistura de índio e branco

O mais importante disso tudo? Rapázi, foi o primeiro registro de contato entre brancos e índios na região. Foram 11 que sobreviveram (alguns falam em 18). A maioria casou com as índias e ali na Palhoça, mô sagrado, nasceram os primeiros bebês de índio com europeu na região súli do Brasil. Antes, a gente só tem notícia da passagem de um francês no Norte de SC, em 1503, ali pra São Francisco do Sul.

Muitos paravam

Mô sagrado, entre a Palhoça, no continente, e a Tapera, na Ilha, muitos barcos de navegadores paravam pra fazer reabastecimento, pegar água, animais pra comida, madeira. A Palhoça e a Ilha eram considerados a última parada antes de chegar no Rio da Prata. Pra tu tê ideia, saiu daqui um dos quiridus que ajudou a fundar Buenos Aires. Arrombô né, ô?

::: Hora estreia coluna escrita em Manezês, o dialeto de Floripa

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Mulherio

O malino do Robson (Róbsu) sugere que a gente comece a colocá foto de manezinha baita. E dish que a tem umas pra sugeri. Mô pombo, nósh tamo longe de sê o Cacau Menezes, mas se tu tivê foto de namorada, conhecida, vizinha que é uma tainha ovada, manda por e-mail ou WhatsApp: (48)9169-9096

Foto: Betina Humeres

Mundaréu

Vocêgi mandáro tanta coisa que tamos pensando em fazer um espaço pra um manezinho ilustre por dia na coluna. Daí dá pra falá um poco másh. Que táli? Continua escrevendo pra gente, sôs ixtepô!

Botá as canjica de fora: sorrir muito

Pianço: tosse grossa, de cachorro ou quando está engasgado com algo

Dijaôji: hoje ou a instantes atrás

Arrombô: está de parabéns

Vocêgi: vocês

Ixtepô: xingamento típico, algo como chato, tanso, mala

tainha ovada: mulher linda, cheia de curvas, deslumbrante

Participa, ô coxa colada!

Escreve pra nóx no esportes@horasc.com.br.

WhatsApp: (48) 9145-4046

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