Os consumidores das grandes cidades de Santa Catarina chegaram ao final de 2023 otimistas com a economia e mais seguros em relação ao próprio emprego na comparação com ao menos os dois anos anteriores. Para 2024, as expectativas se concentram em poupar dinheiro e adquirir um imóvel.

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O panorama foi identificado pela Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio-SC) em pesquisa recém-divulgada. O levantamento identificou que sete em cada dez entrevistados (71,2%) estão muito seguros (15,9%) ou seguros (55,3%) em relação à estabilidade do emprego. Em 2022, esses índices somavam 66%, considerando os consumidores que sentiam muita (19,5%) ou alguma segurança (46,5%).

O estudo mais recente da Fecomércio-SC também identificou o menor índice de desempregados entre os entrevistados (14,5%) em ao menos três anos. Além disso, 11,5% relataram se sentir inseguros em relação ao emprego, 1,2% afirmaram ter muita insegurança, e 1,7% não souberam ou não quiserem responder.

Otimismo com a economia

Também foi maioria o percentual (45,8%) de entrevistados que disseram ter fechado o último ano em melhor situação financeira se comparado a 2022. Já 35% relataram estar em condições iguais, enquanto outros 18,6% disseram estar pior. Houve ainda 0,5% que não soube ou não quis responder.

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A Fecomércio-SC ainda questionou aos consumidores catarinenses se esperam que 2024 será ainda melhor em termos econômicos: 69,1% disseram que sim, uma alta de 4,4 pontos percentuais em relação ao questionário aplicado ao final de 2022 (64,7%). Outros 13,1% disseram que a economia deve permanecer a mesma, enquanto 15,6% aguardam uma piora. Não houve resposta de 2,2%.

Metas dos catarinenses para 2024

O levantamento também identificou as principais metas dos consumidores catarinenses em 2024. Os planos mais comuns entre os entrevistados são economizar (24,6%) e comprar um imóvel (15,4%).

A lista de desejos inclui ainda comprar ou trocar de veículo (10,6%), quitar dívidas (10,1%), viajar (9,2%), estudar (7,9%), realizar investimento empresarial ou pessoal (5,6%), reformar a casa (5,2%), comprar móveis para o próprio lar (4%), trocar ou conseguir um emprego (3,8%), entre outros planos (2,4%). Para essa questão, 1,2% dos entrevistados não soube ou não quis responder.

O estudo da Fecomércio-SC foi feito com 602 consumidores, espalhados por sete municípios que melhor representam Santa Catarina (Blumenau, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Itajaí, Joinville e Lages). A pesquisa utilizou o método quantitativo por amostragem, aplicada em locais de grande fluxo.

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A maioria dos que responderam ao questionário eram mulheres (69,9%), de estado civil solteiro (47,7%), na faixa etária dos 20 aos 29 anos (34,7%), com escolaridade de ensino médio (61,3%), com ocupação em regime de carteira assinada (56,1%) e com renda mensal familiar de R$ 2.468,01 a R$ 6.171 (45,2%).

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