Recentemente, o Ozempic, medicamento utilizado primariamente para o tratamento de diabete tipo 2, vem sendo recomendado para a perda de peso e tem ganhado espaço em jornais, revistas e nas redes sociais. Famosos como o bilionário Elon Musk e o apresentador do Oscar Jimmy Kimmel já até citaram a substância.

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Porém, por diversas razões, algumas pessoas podem preferir passar pelo processo de perda de peso de forma mais natural.

Então, saiba quais as melhores opções para emagrecer sem contar necessariamente com o medicamento. Ressaltamos que os alimentos em si não são os responsáveis pelo emagrecimento de forma isolada, mas que podem contribuir de forma integrada com outros hábitos saudáveis.

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O que é o Ozempic?

De acordo com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), o Ozempic é um medicamento que tem a semiaglutida como princípio ativo. Atualmente, é considerado um dos melhores medicamentos para tratar diabetes tipo 2.

Seu funcionamento acontece pois a semiaglutida simula a produção de GLP-1, hormônio que faz um controle da glicemia, que é o nível de açúcar no sangue.

Conheça os riscos do uso de Ozempic sem prescrição médica

Além disso, a substância controla os níveis de saciedade e, por isso, vem sendo usado para a obesidade em alguns lugares. Em suma, o hormônio faz uma espécie de sinalização que você comeu recentemente e não precisa de mais nutrientes.

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Apesar de estar sendo recomendado para emagrecimento em países do exterior, no Brasil ainda não há essa liberação por parte dos órgão regulatórios.

Alimentos que podem funcionar como Ozempic

Porém, para quem não quiser ou não puder tomar o Ozempic, alguns alimentos também podem simular a produção do GLP-1. De acordo com a nutricionista Emma Beckett, em um artigo publicado no The Conversation, existem várias possibilidades de dietas, conforme as imagens acima. 

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A especialista sugere uma alimentação rica em gorduras boas, como abacates, castanhas e nozes. Outras possibilidades são as fontes de proteínas magras, como ovos e peixes, por exemplo.

Posteriormente, a professora da Universidade de Newcastle na Austrália destacou também o papel de grãos integrais e fibras fermentáveis, como a beterraba, já que esses alimentos geram um fortalecimento das bactérias intestinais e aumentam a produção de GLP-1. 

Contudo, é importante ressaltar que nenhum desses alimentos produz a mesma quantidade de hormônios que o Ozempic. Portanto, quem utiliza o medicamento para diabetes com prescrição médica não deve substituí-lo. 

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Desafios do emagrecimento com alimentação

No entanto, iniciar uma dieta com alimentos pode apresentar dificuldades distintas para cada pessoa. Ainda de acordo com Emma Beckett, os níveis de GLP-1 são muito baixos em pessoas com obesidade.

Além disso, questões genéticas também podem diminuir a sensibilidade dos receptores do GLP-1 com relação ao hormônio. E esse é um fator que é impossível de ser modificado.

O que funciona mais: Ozempic ou alimentação?

Logo, pode parecer que o Ozempic ou similares podem ser um caminho mais fácil à perda de peso. Mas não é tão simples assim. Segundo a ABESO, este medicamento pode trazer efeitos colaterais como náuseas, vômito, diarreia, constipação, dores abdominais, gases, entre outros. 

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Além disso, a associação divulgou uma nota em março de 2023 que ressalta os males econômicos e sociais do uso indiscriminado de Ozempic, visto que dificulta o acesso de quem usa para tratar a diabetes tipo 2 e aumenta o estigma em quem usa como remédio. 

Já a alimentação, de acordo com Emma Beckett, esbarra em questões mais sistêmicas. Na movimentada sociedade moderna, a falta de tempo, os baixos salários e a falta de acessibilidade precarizam a alimentação e diminuem a produção de GLP-1 e a sensação de saciedade. 

Por fim, a especialista ressalta que os tratamentos por medicamentos e dietas individualizam muito uma questão que seria mais bem resolvida se fosse tratada de forma mais sistêmica. Assim sendo, reduções nas jornadas de trabalho e um aumento de salários podem trazer efeitos mais positivos. Ou seja, não há um consenso sobre o que funciona mais ou melhor. O que, de fato, a ciência já comprovou é que a união de uma dieta equilibrada com exercícios regulares auxilia, e muito, no emagrecimento.

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