Um morador de Indaial, de 35 anos, relatou ter tido um prejuízo total de R$ 40 mil e ter ficado com o peito deformado depois de um procedimento estético em uma clínica de Itajaí. Para aumentar o peitoral do paciente, a clínica teria usado ácido hialurônico, mas o procedimento teria dado errado, ele insistiu em uma correção e ainda mais deformidades e nódulos surgiram.
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O paciente denunciou a situação ao Procon de Santa Catarina, que acompanha o caso.
O homem teria gasto R$ 18 mil no total para o procedimento e uma primeira correção estética na mesma clínica em maio, porém, percebeu o surgimento de nódulos e deformidades visíveis. Sem apoio da equipe de médicos e do estabelecimento, ele denunciou o caso ao Procon, relatou as complicações e solicitou o ressarcimento dos valores pagos pelo serviço.
Pela insatisfação com o resultado da operação estética, o homem procurou a avaliação de um médico especialista e a correção do procedimento foi avaliada em R$ 22 mil por ser necessário retirar todo o material usado nas outras operações e refazer o preenchimento no peito.
Ou seja, somando o valor gasto nos procedimentos já feitos e o valor de uma nova correção, desta vez com um médico especialista, o paciente teria tido um prejuízo de R$ 40 mil.
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Entenda o caso
O Procon de Santa Catarina, que acompanha o caso, explicou que o cliente teria feito um primeiro pagamento de R$ 5 mil para aplicar 25 mililitros ácido hialurônico para um preenchimento no peito, o que teria sido uma indicação da vendedora ao paciente. Ao comparecer para o procedimento, o homem foi informado pela médica de que a informação estaria errada e aquela quantidade não seria suficiente.
Com isso, ele foi convencido a pagar mais R$ 6,5 mil para aplicar cerca de 70 mililitros em cada lado. Porém, o resultado imediato já teria ficado assimétrico, com um peito diferente do outro. Ele retornou à clínica e a equipe teria se recusado a prestar assistência sem cobrar novos valores ao paciente, segundo o relato feito ao Procon.
Com a insistência do cliente e a solicitação da garantia, o procedimento teria sido refeito. Depois desta nova intervenção, a situação teria piorado porque surgiram ainda mais deformidades e até nódulos. O paciente relatou falta de suporte da clínica e dos médicos, que não teriam apresentado uma solução.
Diante da denúncia, o Procon notificou a clínica responsável pelo atendimento, que terá um prazo de 20 dias para apresentar uma defesa administrativa. Depois de uma análise, o órgão decidirá sobre a aplicação de eventuais penalidades. Caso a infração seja confirmada, a multa poderá chegar a cerca de R$ 200 mil, valor calculado com base no faturamento da clínica.
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Aumento de denúncias
O Procon de Santa Catarina, enquanto acompanhava o caso do morador de Indaial, percebeu que o número de denúncias contra clínicas de estética aumentou desde o ano passado. Em 2025, foram 36 denúncias até o dia 15 de junho e, neste mesmo período, foram 68 casos registrados neste ano, como apuraram Patrícia Silveira e Grazi Guimarães, da NSC TV.
As reclamações mais frequentes são sobre preenchimentos, depilação a laser e bronzeamento artificial, segundo o Procon. Por conta do caso do homem de Indaial e do aumento dessas denúncias, o órgão lançou uma campanha de conscientização em todo o estado, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Dermatologia de Santa Catarina e apoio do Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina.
A campanha está sendo divulgada tanto nas redes sociais dos órgãos quanto em outdoors instalados nas principais cidades catarinenses. O objetivo é oferecer informações que auxiliem decisões mais conscientes e seguras, ressaltando a importância de procurar profissionais devidamente qualificados para as intervenções, especialmente aquelas que possam representar riscos à saúde.
Entre as orientações, a campanha recomenda verificar a formação e a habilitação do responsável pelo atendimento, buscar informações detalhadas sobre o tratamento indicado e exigir esclarecimentos sobre riscos, benefícios e condições do serviço contratado.
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