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    Pacientes de Criciúma tocam sino para celebrar fim do tratamento contra o câncer

    Iniciativa é do Hospital São José, referência em oncologia na região 

    06/06/2019 - 13h20 - Atualizada em: 06/06/2019 - 13h28

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    Lariane
    Por Lariane Cagnini
    (Foto: )

    Para comemorar a vitória na luta contra o câncer, pacientes do Hospital São José, em Criciúma, tocam o sino ao receber alta do tratamento. O ato simbólico marca a despedida das sessões de radioterapia e o despertar para uma nova vida, além de dar esperança para quem ainda enfrenta a doença. Na manhã desta quinta-feira, cinco pacientes da oncologia passaram pelo ritual, e deixaram a unidade hospitalar com sentimento de vitória.

    O hospital é referência no tratamento de câncer no Sul de Santa Catarina pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e pacientes de toda região são encaminhados para lá. Há pouco mais de um mês, surgiu a ideia da Árvore da Vida, onde ficam pendurados recados, agradecimentos e palavras de esperança. Com a instalação do sino, a “festa” na hora da alta médica ficou completa.

    — Quando o paciente recebe o diagnóstico de câncer, recebe um estigma de morte. Começa naquele momento uma batalha difícil, e quando se chega a isso aqui, é o término de uma caminhada difícil, mas com final feliz — explica a psicóloga Heloísa Beirão.

    Ao mês, cerca de 120 pacientes passam pelo setor de radiologia do hospital, e o tratamento dura em média um mês. O desgaste do tratamento e das viagens diárias não abalou a força de Célia Rocha de Figueiredo, de 59 anos. Moradora de Araranguá, ela se despede do tratamento hoje, depois de 30 sessões de radioterapia, além de cirurgia para a remoção da mama e do tratamento com quimioterapia.

    — Emoção muito forte de chegar até o fim. Bater esse sino foi algo simbólico, em alguns momentos eu achava que o tratamento não chegaria ao fim. Muito não conseguem chegar até esse momento, mas eu venci — emociona-se a aposentada.

    Além de Célia, outros quatros pacientes tocaram o sino na manhã desta quinta-feira. As mulheres venceram o câncer de mama, e João Leopoldo Correa, 78 anos, o câncer de próstata. Morador do interior de Tubarão, ele passou por 29 sessões de radioterapia até receber a alta. Uma vitória e uma nova esperança para o trabalhador rural.

    — Agora ficou para trás, se Deus quiser estou curado e livre da doença — resumiu.

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