O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) consolidou sua posição de principal força das políticas públicas de habitação e infraestrutura urbana no país. Para 2026, o Conselho Curador preparou uma injeção recorde de R$ 160,2 bilhões, orçamento desenhado de forma unânime para impulsionar o programa Minha Casa, Minha Vida e as obras estruturantes do Novo PAC.

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A decisão, articulada pelo colegiado sob a presidência do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, acatou de forma integral a proposta do Ministério das Cidades, com foco em ajustar as regras de financiamento à realidade econômica do mercado de imóveis atuais.

A divisão dos recursos aprovada para o próximo ciclo orçamentário deixa evidente o peso da habitação na estratégia do governo Lulal. O montante bilionário foi fatiado de forma a priorizar as faixas de menor renda do país, organizando-se da seguinte maneira:

  • Habitação (Total): R$ 144,5 bilhões do bolo geral serão direcionados para o financiamento de moradias.
  • Habitação Popular: dentro desse subtotal, R$ 125 bilhões são separados especificamente para atender famílias de baixa renda no Minha Casa, Minha Vida.

O saldo restante do orçamento será pulverizado entre projetos de saneamento básico e intervenções de infraestrutura urbana nas cidades.

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Essa injeção bilionária serve de pano de fundo para uma revisão estratégica que está na mesa do conselho. O movimento busca corrigir um gargalo histórico do setor, onde a inflação da construção civil e a valorização imobiliária nos grandes centros acabaram excluindo a classe média do acesso aos juros subsidiados do programa.

Projeção de 3,8 milhões de empregos

Ao mesmo tempo em que garante a remuneração da poupança compulsória mantida pelos trabalhadores com carteira assinada, o fundo reverte esses saldos em carteiras de crédito com juros controlados, permitindo o acesso a financiamentos para quem não consegue crédito nos bancos tradicionais.

Dados monitorados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção revelam o impacto real desse ciclo na geração de renda: cada R$ 1 milhão investido na construção de moradias populares ativa a contratação de aproximadamente 30 trabalhadores, entre vagas diretas e indiretas.

Com base no teto orçamentário aprovado de R$ 160,2 bilhões, o setor projeta abrir mais de 3,8 milhões de postos de trabalho ao longo de 2026, consolidando o papel do fundo como pilar do desenvolvimento social e urbano.

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*Com edição de Nicoly Souza