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    Violência sexual infantil

    Padrasto suspeito de estuprar menina de 10 anos em Blumenau é preso 

    Criança denunciou a situação em um posto de saúde no mês passado; homem chegou a fugir da cidade, mas foi encontrado após investigações da polícia

    16/04/2020 - 17h16 - Atualizada em: 16/04/2020 - 17h47

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    Bianca
    Por Bianca Bertoli
    Os abusos ocorriam desde 2017
    Os abusos ocorriam desde 2017
    (Foto: )

    O padrasto de uma criança de 10 anos foi preso pouco mais de um mês depois da menina revelar a uma médica de Blumenau que sofria violência sexual dentro de casa. Conforme o relato, os estupros ocorriam há mais de dois anos. O homem chegou a fugir da cidade ao saber das investigações, mas foi preso em Caçador na noite desta quarta-feira (15).

    Conforme o delegado David Sarraff, responsável pelo caso, em março a mãe da pequena a levou ao posto de saúde no bairro Ponta Aguda. A vítima então pediu para ficar sozinha com a médica e contou sobre os abusos. A unidade de saúde chamou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar, fazendo as revelações chegarem à Delegacia de Proteção à Criança, Mulher, Adolescente e Idoso (DPCAMI), que abriu inquérito para apurar os fatos.

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    Sarraff, após ouvir depoimentos e ter o resultado da perícia, pediu a prisão preventiva do homem, que foi aceita pela Justiça. Ainda em março, o autor fugiu para Curitiba. Os agentes paranaenses tentaram encontrá-lo, mas o suspeito conseguiu escapar mais uma vez. Porém, descobriram que a mãe da criança estava viajando junto com o agressor. A menina também estava com eles.

    Os três voltaram para Santa Catarina no começo deste mês e estavam em Caçador quando foram localizados pelos policiais. Em depoimento, a mãe negou que estivesse na companhia do suspeito todo esse período. No entanto, ela estava na casa da sogra dela. Diversas testemunhas viram os dois juntos, tanto em Curitiba quanto em Caçador.

    — Ao que tudo indica ela foi omissa, conivente com o crime, tanto que a criança pediu para ficar sozinha com a médica para poder relatar os abusos — detalha Sarraff.

    Após colher os primeiros depoimentos, ainda em março, a mãe teria deixado de levar a menina à assistência psicológica. Os policiais sequer conseguiam ligar para ela, ficando sem contato com a família desde o registro do boletim de ocorrência. Com as evidências, a mulher deve responder pelo mesmo crime que o companheiro, mas por omissão, que foi relevante para a perpetuação da violência, segundo o delegado.

    O suspeito será levado ao presídio de Blumenau e indiciado por estupro de vulnerável. Ele não possuía antecedentes de crimes semelhantes ao que responderá a partir de agora. A menina continua sob a responsabilidade da mãe, mas Sarraff deve concluir o inquérito ainda nesta semana para facilitar a ação do Ministério Público e Conselho Tutelar, que podem solicitar que a Justiça retire da mãe a guarda da criança.

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