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Padre de SC entra na lista do Vaticano de candidatos a santo

Missa em março de 2020 vai dar início ao processo de beatificação de Padre Léo, morto em 2007 e famoso pelo trabalho com dependentes químicos em Brusque e São João Batista

08/12/2019 - 22h22 - Atualizada em: 13/12/2019 - 18h52

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Por Jean Laurindo
Beatificação de Padre Léo recebeu sinal verde do Vaticano
Beatificação de Padre Léo recebeu sinal verde do Vaticano
(Foto: )

O Vaticano deu sinal verde para a abertura de processo de beatificação do padre Léo Tarcísio Gonçalves Pereira. O aval concedido por Roma foi confirmado na tarde deste domingo, junto com a data da missa que vai marcar o início do processo na Igreja Católica.

Uma celebração em 7 de março de 2020, comandada pelo arcebispo de Florianópolis, Dom Wilson Tadeu Jönck, e realizada na Comunidade Bethânia, em São João Batista, vai marcar o início dos trabalhos de beatificação de Padre Léo.

O sacerdote nasceu em Minas Gerais, mas se destacou pelo trabalho com dependentes químicos que teve origem com a Comunidade Bethânia, criada por Padre Léo quando ele trabalhava em Brusque, no Vale do Itajaí.

A primeira unidade, em São João Batista, hoje atende 40 pessoas em tratamento contra a dependência químicas. Outras sete unidades do programa foram criadas em outros Estados do país.

Na prática, a missa que vai marcar a abertura do processo de beatificação transforma padre Léo no que a Igreja Católica define como “servo de Deus”. A partir desta celebração, inicia-se o processo de investigação da vida e das virtudes do sacerdote para transformá-lo em beato. A canonização é a etapa final deste processo, capaz de conceder o título de santo, como ocorreu em outubro deste ano com a brasileira Irmã Dulce.

Padre Léo também era comunicador da rede Canção Nova. A autorização do processo de beatificação vem pouco mais de 12 anos depois da morte do sacerdote, que morreu em 4 de janeiro de 2007, vítima de infecção generalizada por causa de um câncer no sistema linfático.

Caso de Padre Léo se juntaria ao de Santa Paulina

Se confirmado o processo de beatificação, Padre Léo se junta a uma restrita lista de figuras religiosas que passaram por Santa Catarina e mais tarde foram beatificadas ou até canonizadas.

O caso mais famoso é o de Santa Paulina, beatificada em 1991 e tornada santa em 2002, com a canonização feita pelo Papa João Paulo II.

Além dela, há também o caso de frei Bruno Linden, que atuou em cidades como Joaçaba, no Meio Oeste, e que também passa por um processo de beatificação no Vaticano.

Sobre Padre Léo

O padre Léo Tarcísio Gonçalves Pereira nasceu em 9 de outubro de 1961, em Delfim Moreira (MG). Segundo informações do portal da Comunidade Canção Nova, entrou no seminário em 1982 e foi ordenado sacerdote em 1990, pela Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus. Atuou na formação de novos religiosos e sacerdotes e também na área da educação.

A Comunidade Bethânia, fundada em 1995 em São João Batista, tornou-se seu principal legado. O grupo atua na recuperação de dependentes químicos pautado na espiritualidade.

Padre Léo tornou-se conhecido no país pelo trabalho na chamada Renovação Carismática Católica, com pregação por exemplo na Comunidade Canção Nova. A simplicidade e a irreverência costumavam ser a marca das manifestações do sacerdote, que morreu em 2007.

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