Depois de construir uma das maiores empresas de software para provedores de internet da América Latina, pai e filho decidiram seguir um novo caminho. Os catarinenses Cleiton Paris e Gustavo Paris deixaram os cargos de diretoria da IXC Soft, empresa de tecnologia de Chapecó, para apostar em um mercado em expansão: o desenvolvimento de startups baseadas em Inteligência Artificial (IA).
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A dupla fundou a Paris Group, uma venture studio sediada em Santa Catarina que atua como uma espécie de “fábrica de startups”. O modelo consiste em ajudar empresários a identificar problemas dentro de suas próprias empresas, desenvolver soluções utilizando IA e, quando há potencial de mercado, transformar essas ferramentas em novos negócios.
A meta é ambiciosa: criar 100 ventures até o fim de 2026 e formar cerca de 300 empresários em inteligência artificial.
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IA aplicada a problemas reais
Em vez de oferecer soluções prontas, a Paris Group reúne grupos de empresários em uma imersão presencial de três dias. Durante o programa, os participantes identificam desafios enfrentados em suas empresas e aprendem a desenvolver ferramentas de Inteligência Artificial voltadas para resolver essas demandas.
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Após a capacitação, os empreendedores recebem acompanhamento durante pelo menos um ano para validar e implementar as soluções. Nos casos em que o projeto demonstra potencial de crescimento, a venture studio pode entrar como sócia da nova empresa.
— Ao invés de entregarmos soluções prontas, capacitamos empresários para identificar dores e construir produtos de IA para suas próprias empresas, encontrando oportunidades com potencial de escala — afirma o CEO da Paris Group, Cleiton Paris.
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De solução interna a nova empresa
Segundo a empresa, a metodologia já foi aplicada em setores como saúde, educação, construção civil, varejo e mercado imobiliário.
Um dos exemplos é a Exact Aço, que desenvolveu uma ferramenta capaz de interpretar automaticamente projetos enviados por construtoras e gerar as especificações para máquinas de dobra de aço. A solução eliminou um processo manual e, após a validação, deu origem a uma nova empresa, com participação societária da Paris Group.
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— Cada tecnologia validada pode se transformar em um produto independente. A ideia é criar empresas a partir de problemas reais do mercado — explica o cofundador Gustavo Paris.
Brasil ainda engatinha no uso da IA
Embora a Inteligência Artificial esteja cada vez mais presente no ambiente corporativo, sua adoção ainda é considerada inicial no país.
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Levantamento da consultoria Coleman Parkes, encomendado pela SAS, aponta que 46% das empresas brasileiras utilizam IA generativa, índice abaixo da média global. Outra pesquisa mostra que 72% das organizações ainda estão em fase experimental ou nos primeiros passos da adoção da tecnologia.
Na avaliação da Paris Group, o principal desafio não é o acesso às ferramentas, mas a capacidade de transformar a tecnologia em soluções aplicáveis aos negócios.
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Quem são os fundadores
A Paris Group foi criada por Cleiton Paris e Gustavo Paris, pai e filho que integravam a diretoria da IXC Soft, empresa de tecnologia de Chapecó e considerada a maior desenvolvedora de software para gestão de provedores de internet da América Latina.
Após deixarem a operação da companhia, ambos passaram a dedicar-se exclusivamente ao desenvolvimento de soluções em Inteligência Artificial e à criação de novos negócios. Desde o lançamento da venture studio, em dezembro de 2025, a empresa afirma ter desenvolvido mais de dez produtos com usuários ativos e planeja expandir a atuação para toda a região Sul e o estado de São Paulo.
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