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    RETROSPECTIVA: PARTE 2

    Paixão Azurra: o vexame histórico

    Colunista Vinícius Bello opina diariamente sobre os assuntos do Leão da Ilha  

    30/12/2019 - 14h01

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    Vinícius
    Por Vinícius Bello
    paixão azurra
    (Foto: )

    Seguindo com a retrospectiva de 2019, chegamos ao ponto crítico da temporada. Como se sabe, o Avaí sagrou-se campeão catarinense, chegando ao seu décimo sétimo título. No embalo da conquista, aproximava-se o grande momento do ano, definido como principal objetivo pelos próprios dirigentes: a Série A do Campeonato Brasileiro.

    Nessa altura, apesar da confiança do discurso, internamente o clube já enfrentava grande dificuldade no mercado de contratações. O plano de contratar para a Série A já tinha fracassado por completo, com adversários diretos como Fortaleza e Ceará levando os jogadores que interessavam ao Avaí, como Kieza, André Luís e Bergson.

    Com o início da competição, os resultados óbvios vieram, e os dirigentes programavam conseguir reforçar o elenco na parada da Copa América. Novamente não funcionou. Geninho pediu demissão, Alberto Valentim chegou, e os reforços que mudariam o patamar do elenco não apareceram. Quem chegou foi Gustavo Ferrareis, Richard Franco e Bruno Sávio, que obviamente não mudaram nada. Valentim não conseguiu alterar o quadro de derrotas, apesar de conseguir os únicos três triunfos no torneio.

    Mesmo com o desejo expresso do presidente de contar com seu trabalho para 2020, apesar dos resultados de campo, o treinador resolveu pagar a própria multa rescisória para aceitar o convite do Botafogo. Evando revelou, tempos depois, que nesse ponto, faltando 14 jogos para o final do campeonato, os dirigentes desistiram de vez. O resultado final foi trágico.

    O Leão encerrou o campeonato com 20 pontos, a segunda pior campanha da história, apenas três vitórias, menor número de triunfos da história, e disparadamente a pior campanha da história de um time catarinense no certame. Um vexame absoluto.

    Fora de campo

    Mas não foi somente dentro de campo que o Avaí se perdeu. A relação com seu torcedor foi completamente estremecida, em especial com o episódio da venda do mando de campo do confronto contra o Flamengo para Brasília, no final do primeiro turno. O Avaí justificou com a sanção da CBF por não cumprimento das licenças obrigatórias, mas digamos que a coincidência foi grande.

    Em seguida, a polêmica com as cortesias para os “notáveis” para a partida em Brasília. Ainda tivemos o rejeitado uniforme número três e a não requisição dos ingressos visitantes para a partida de volta diante do Flamengo no Maracanã, além do sumiço do presidente Battistotti, que deixou de falar com o torcedor. Polêmicas que ajudaram o torcedor a se afastar da Ressacada, aliada com os resultados terríveis em campo.

    Colapso

    O departamento de futebol do Avaí entrou em completo colapso em 2019. O responsabilizado ao final foi Joceli dos Santos, ex-diretor de futebol, que deixou o clube. O presidente também destacou a participação de Geninho na montagem do elenco – e ainda assim queria seu retorno justamente como diretor de futebol – e o presidente Battistotti fez questão de se escusar da responsabilidade pela montagem do elenco, ainda que tivesse participado ativamente.

    Esse colapso completo talvez seja o grande aspecto positivo de 2019. O modelo falido que o Avaí adotava foi rompido com a chegada de Diogo Fernandes que, junto com Marquinhos, vem revolucionando o futebol do Avaí. Os resultados já estão aparecendo e a esperança é que o amadorismo demonstrado em 2019 suma definitivamente da Ressacada. Pode ser o início de uma nova era.

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