Os discursos de gratidão de ex-adversários e o carinho da militância petista marcaram a visita da presidente Dilma Rousseff (PT) na manhã desta sexta-feira a Florianópolis. Foi a primeira e única visita a Santa Catarina da candidata petista à reeleição durante a campanha eleitoral. Também foi a estreia do governador Raimundo Colombo (PSD) em um palanque petista.

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O clima de novidade ficou claro desde o princípio da manhã. Enquanto os militantes petistas chegavam em ônibus de diversas partes do Estado e ensaiavam gritos de guerra, comissionados do governo estadual e da prefeitura de Florianópolis circulavam pouco à vontade com adesivos de Dilma no peito. Um parlamentar pessedista chegou a brincar.

– É estranho, né? Mas foi um pedido do governador e do prefeito. Tem que estar junto na hora boa e na ruim – afirmou, enquanto militantes cantavam “ooô, o filho do pedreiro também vai virar doutor”.

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Antes de ir ao encontro dos petistas, Dilma teve um encontro reservado com prefeitos _ eram 150, segundo a organização. Lá dentro, ouviu promessas de engajamento de Colombo e do prefeito da Capital, Cesar Souza Junior (PSD), e fez um discurso semelhante ao que apresentaria ao público minutos depois.

Já no palco, foi ovacionada do começo ao fim. Antes, dela, discursaram o vice-presidente Michel Temer (PMDB), o senador eleito Dário Berger (PMDB) e Colombo, todos enfatizando a necessidade conquistar votos na última semana da campanha. Dário e Colombo chegaram a ter os nomes vaiados por grupos de militantes petistas.

O senador eleito conseguiu minimizar a situação ao discursar, enfatizando parceria entre prefeitura de Florianópolis e governo federal para a urbanização do Maciço do Morro da Cruz, iniciado quando o peemedebista era prefeito da Capital e Dilma era ministra do governo Lula.

Colombo também teve que conquistar uma plateia inicialmente arredia, mas conseguiu ganhar aplausos a lista os motivos pelos quais se sente grato à presidente. Lembrou que não apoiou Dilma em 2010, mas que agora estava em seu palanque com convicção. Elencou ações como a renegociação da dívida das universidades comunitárias, a viabilização da exportação de suínos para Japão e Rússia, ajuda após as enchentes, a instalação da fábrica da BMW e obras federais no Estado.

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– Aqui tem pessoas de diversas ideologias, com variados pontos de vista, mas nos encontramos em um ponto comum. Honrar Santa Catarina, ser a voz grata do nosso povo a uma presidente que fez muito pelo nosso Estado – disse.

Ao falar, Dilma retribuiu.

– Sempre eu venho a Santa Catarina e fico muito feliz, porque eu pergunto ao Colombo qual é a taxa de desemprego e ele diz 2,7%. Não há nenhuma riqueza maior que essa. Por isso, entendo que vocês tenham eleito o Colombo no primeiro turno. Mais do que merecido – afirmou a presidente, para constrangimento do ex-deputado federal Claudio Vignatti (PT), candidato derrotado ao governo do Estado, presente no palco.

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