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DELAÇÃO 

Palocci afirma em delação que bancos doaram ao PT em troca de favores

Segundo o ex-ministro, entre os interesses das instituições estaria o acesso a informações privilegiadas sobre mudanças na taxa básica de juro e influência em decisões do BNDES

19/07/2019 - 09h42 - Atualizada em: 19/07/2019 - 10h10

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Por GaúchaZH
Ex-ministro Antônio Palocci
Ex-ministro Antônio Palocci
(Foto: )

Em acordo de delação premiada homologado pela Justiça, o ex-ministro Antonio Palocci afirmou que alguns dos principais bancos do país teriam feito doações eleitorais que somam R$ 50 milhões a campanhas do PT em troca de favorecimentos nos governos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo, que obteve trechos da delação, nesta sexta-feira (19).

De acordo com a publicação, Palocci citou casos envolvendo Bradesco, Safra, BTG Pactual, Itaú Unibanco e Banco do Brasil. Segundo o ex-ministro, o interesse das instituições ia de obter informações privilegiadas sobre mudanças na taxa básica de juros à busca por apoio do governo na defesa de interesses das empresas e de seus acionistas.

Palocci cita ainda busca por influência em decisões do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os anexos da delação envolvendo os bancos está sob sigilo e fazem parte do acordo assinado com a Polícia Federal em ano passado.

Procurados por O Globo, os citados negam irregularidades e classificam a delação de Palocci de "mentirosa" e "inverossímil". Eles afirmam que o ex-ministro criou versões sem provas para tentar obter benefícios da Justiça e dizem que todas as doações foram feitas legalmente.

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