Para além dos arranha-céus, o setor imobiliário tem outro grande interesse em Balneário Camboriú: a região de praias agrestes. Nesses paraísos quase intocáveis, as regras de construção são mais rigorosas, o que torna a cobiça ainda maior. No ramo, isso é chamado de “high-barrier market”, o mercado de alta barreira, termo usado globalmente para endereços onde restrições legais e escassez física tornam novos projetos raros e por isso mais desejados.

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O Estaleiro, em Balneário Camboriú, onde regras ambientais e urbanísticas limitam as construções a três pavimentos e taxa máxima de ocupação de 40%, é o terceiro bairro mais caro do Brasil. É o que mostra um levantamento da Loft, empresa de tecnologia imobiliária. Na Praia o Estaleiro, o ticket médio de um imóvel acima de 125 metros quadrados é de R$ 10,6 milhões, à frente de endereços tradicionais como o Jardim Europa, em São Paulo.

Essa combinação, que reduz a velocidade do lançamento de imóveis, também explica por que o Estaleiro passou a ser visto como um “high-barrier market”. Para se ter uma ideia do nível dos empreendimentos na região, a Blue Heaven, construtora focada em produtos de luxo e inovações arquitetônicas combinadas com sustentabilidade, anunciou o pré-lançamento do Aquos, com VGV de R$ 340 milhões.

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Ele será construído em um terreno de mais de 5.000 m² de frente para o mar e terá apenas 12 unidades.
Todas as unidades terão piscina privativa, enquanto as coberturas incluirão piscina suspensa de vidro no teto. Ainda em pré-lançamento, o Aquos reforça a lógica de “high-barrier market” ao levar para um endereço um projeto de apenas três pavimentos e acesso direto à praia.

— Na orla central, Balneário Camboriú cresceu com verticalização e volume. No Estaleiro, a regra é outra: gabarito baixo, ocupação restrita e um perímetro ambientalmente protegido. Isso reduz a reposição de oferta e muda o tipo de produto que faz sentido lançar — avalia Fabrício Bellini, CEO da Blue Heaven e especialista em mercado imobiliário com mais de duas décadas de atuação.

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